Investigação de desaparecimento no RJ: mãe clama por enterro digno

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Mãe de jovem desaparecido há 10 meses reclama da demora na investigação da polícia no RJ: ‘Só quero dar um enterro digno’

O sumiço de José Miguel da Cruz Costa, de 16 anos, ocorrido em 3 de abril após sair da escola, é um mistério que tem angustiado a sua mãe, Lília Cruz. Passados 10 meses desde o desaparecimento do jovem, ela expressa sua frustração com a lentidão nas investigações da polícia no RJ [https://s04.video.glbimg.com/x240/14392179.jpg]. Em busca de respostas sobre o paradeiro de seu filho, Lília afirma que não deseja mais descobrir quem foi responsável pelo sumiço, mas sim poder proporcionar a José Miguel um enterro digno.

“Só quero saber o que aconteceu com o José Miguel. Onde ele está? O que houve? Não me interessa quem foi, apenas desejo poder dar um enterro digno para o meu filho e encerrar essa angústia”, desabafa a mãe.

A investigação sobre o desaparecimento de José Miguel está a cargo do Setor de Descoberta de Paradeiros da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). A polícia foi questionada pela TV Globo acerca do andamento das investigações, incluindo o depoimento das testemunhas que mencionaram homens armados, a análise das imagens das câmeras da região e a identificação do veículo envolvido no caso.

A falta de retorno por parte das autoridades policiais tem contribuído para aumentar a aflição de Lília Cruz. Seu primeiro contato com a polícia, em 11 de fevereiro, não obteve resposta, assim como uma solicitação subsequente feita em 12 de fevereiro. Após diversas tentativas, a TV Globo conseguiu uma resposta da polícia somente quatro dias depois, no dia 23 de fevereiro.

O delegado responsável pela delegacia informou anteriormente que um inquérito policial foi instaurado e está em andamento, sem fornecer mais detalhes. Registros do Ministério Público indicam que o inquérito foi encaminhado em 18 de dezembro para análise. Em 9 de janeiro, o MP solicitou novas diligências à Polícia Civil, com prazo de 90 dias para conclusão.

José Miguel desapareceu após deixar a escola onde estudava, gerando preocupação em sua mãe e em todos que o conhecem. As circunstâncias do seu sumiço indicam que o adolescente teria sido abordado por homens armados, obrigado a entrar em um veículo e a desbloquear o celular antes de desaparecer. A falta de respostas e de avanços nas investigações tem deixado Lília Cruz cada vez mais inquieta, cobrando das autoridades mais empenho na resolução do caso. O desejo dela é apenas conseguir oferecer um adeus digno ao seu filho, José Miguel.

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