Brasileiro enfrenta desvio de rota e caos em voo para Tailândia por conta de ataques no Irã: ‘Foi um caos’

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Brasileiro que viajava para Tailândia conta sobre desvio de rota e 3 horas dentro de avião por conta de ataques no Irã: ‘Foi um caos’

Voo que levava morador de Sorocaba (SP) precisou pousar na cidade do Cairo, no Egito; Passageiros ficaram por três horas dentro de aeronave sem poder desembarcar.

1 de 2 Voo que levava brasileiros ao Catar precisou desviar a rota por conta de ataques do Estados Unidos contra o Irã — Foto: Elton Tavares / Arquivo Pessoal

Voo que levava brasileiros ao Catar precisou desviar a rota por conta de ataques do Estados Unidos contra o Irã — Foto: Elton Tavares / Arquivo Pessoal

Um morador do interior de SP viveu momentos de tensão durante um voo com destino à Tailândia, na sexta-feira (27), após ter a rota alterada e ficar três horas dentro do avião. Elton Tavares, de Sorocaba, conta que embarcou no aeroporto internacional de Guarulhos com destino para Doha, no Catar. O voo — que para ele era apenas uma conexão antes de chegar em Bangkok, na Tailândia — precisou desviar a rota por conta do início dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, no sábado (28).

O avião que saiu do Brasil pousou na cidade do Cairo, no Egito. Elton relatou ao DE que durante o voo os passageiros não foram informados pela comissão de bordo do porquê o destino estava sendo alterado, mas que souberam da situação apenas ao acessarem a internet. “Quando falaram isso, faltavam duas horas para a gente chegar a Doha”, relata.

Mesmo após terem pousado no aeroporto do Egito, os passageiros ainda ficaram na aeronave por três horas sem previsão de desembarque ou continuação da viagem. “A gente não tinha notícias. Não sabia se ia ficar dez minutos, se ia desembarcar ou não. Aí depois de três horas falaram pra gente descer. Mas foi um caos, a gente não sabia pra onde ir e o que fazer”, relata.

Após o desembarque, os passageiros foram direcionados pela companhia aérea a um hotel, onde estão hospedados há três dias enquanto aguardam informações para saber se há alguma rota alternativa para seguir rumo a Tailândia. “A ideia é continuar a viagem, porque o destino final é Bangkok. Então se houver alguma outra rota que desvie da zona de conflito, a ideia é seguir. […] A não ser que não seja uma rota segura, aí a gente pretende voltar”, relata o sorocabano no Egito.

Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2).

Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, sendo presenciados em outros países da região.

Os EUA informaram no domingo que três militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu “vingá-los”. “Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização”, afirmou o presidente dos EUA no domingo.

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