Célia Alves relembra o dia do acidente que tirou a vida de seu filho, Alecsander Alves Leite, conhecido como Dinho, vocalista dos “Mamonas Assassinas”. Comovida, ela compartilha detalhes sobre sua história e como enfrentou quase três décadas de saudade desde a trágica perda. Na entrevista ao Terra, Célia descreve a emoção de ver seu filho pela primeira vez, um momento de puro êxtase ao dar à luz um menino lindo que, sem ela saber, traria tanta alegria não apenas a ela, mas também ao público.
A morte de Dinho em março de 1996, aos 25 anos, foi um golpe devastador para Célia, que estava no aeroporto aguardando o retorno do filho quando recebeu a terrível notícia. O acidente que tirou a vida do cantor, junto com os demais integrantes da banda e equipe, deixou a família e os fãs em choque. O sucesso meteórico do grupo Mamonas Assassinas marcou uma geração com sua irreverência e talento, e a perda precoce de Dinho deixou um vazio que ainda é sentido por muitos até os dias de hoje.
Desde criança, Dinho demonstrava uma vocação musical notável, cantando aos três anos na igreja que frequentava com a família. Sua mãe sempre acreditou em seu potencial, mas não imaginava o quão longe ele chegaria. Mesmo após três décadas da perda, Célia relembra com carinho as palavras de seu filho sobre ser famoso, um sonho que ele conquistou, mas que teve que deixar para trás cedo demais.
Superar a perda de um filho que se tornou ídolo nacional não é uma tarefa fácil, e Célia Alves sabe disso muito bem. Os últimos 30 anos foram marcados pela dor da ausência de Dinho, que ecoou não apenas na vida da família, mas de fãs que o consideravam como um filho também. Com a ajuda de seus outros filhos e da fé inabalável, Célia seguiu em frente lançando o livro “Indo Além da Dor” em 2025, onde compartilha memórias e detalhes da vida e carreira de seu filho.
Mesmo com a saudade que permanece, Célia Alves mantém a firmeza em sua fé e em suas lembranças de Dinho. Os troféus, as recordações e o amor eterno são parte de sua vida, que agora se dedica ao trabalho na igreja e em manter viva a memória do filho tão amado. A dor da perda pode ser insuperável, mas a força e a esperança são os pilares que sustentam Célia em sua jornada, um dia de cada vez, sempre com a presença de Deus ao seu lado.




