O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu 144 atendimentos médicos entre 15 de janeiro e 22 de fevereiro, período de 39 dias, média de quase quatro por dia. Os dados constam de relatório da direção do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, que embasou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de negar o pedido de prisão domiciliar humanitária. A perícia reconhece que Bolsonaro é portador de múltiplas doenças crônicas, entre elas hipertensão, apneia grave do sono, obesidade, aterosclerose e refluxo gastroesofágico. A documentação registra também suas atividades diárias, como caminhadas, sessões de fisioterapia e visitas. Segundo o relatório, Bolsonaro tem recebido acompanhamento médico regular, mas todas as condições estão sob controle, o que não justifica a necessidade de internação hospitalar.




