Homenagem emocionante marca inauguração do Memorial dos Mamonas Assassinas: ‘Saudade não passa’, diz mãe de Dinho

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Violinista toca ‘Pelados em Santos’ em inauguração de memorial dos Mamonas Assassinas: ‘Saudade não passa’, diz mãe de Dinho

Trinta anos após o trágico acidente aéreo que matou a banda, as famílias inauguraram nesta segunda-feira (2) um memorial no Cemitério Primaveras, em Guarulhos.

“Pelados em Santos” ecoou em versão instrumental e deu o tom da homenagem feita aos integrantes dos Mamonas Assassinas na inauguração do memorial da banda, nesta segunda-feira (2), no Cemitério Primaveras, em Guarulhos.

A violinista Simone Cardoso acompanhou cada etapa da cerimônia reservada à família: tocou na chegada das urnas ao centro de incubação, no momento em que foram depositadas com as sementes de jacarandá e na caminhada dos parentes até o espaço onde as cinzas serão plantadas, transformando a homenagem em trilha sonora de emoção.

“Para mim foi muito emocionante. Eu achava que era uma coisa tão diferente, mas foi mais lindo do que eu pensava. Os nossos meninos merecem, o Dinho, Bento, Sérgio, Samuel, Júlio. Vai ficar na nossa lembrança para sempre. E agora, com esse memorial, vai ser muito bom para os fãs, tenho que certeza que eles vão ficar muito felizes. A gente está muito feliz também com essa linda homenagem. Aqui é algo maravilhoso para ficar na lembrança de todos para sempre”, afirmou Célia Alves, mãe do vocalista Dinho.

E ressaltou: “Hoje foi bem emocionante, né? 30 anos depois e a gente se emociona. A saudade não passa, não vai passar nunca, principalmente para mim que sou a mãe do Dinho dos Mamonas. Então, para mim, não vai passar nunca e para os pais, para os parentes, é um momento muito lindo da história deles”.

A irmã de Dinho, Gracie Kellen também falou sobre o memorial. “É um mix de sentimentos. É uma alegria ter um memorial desses. A gente tendo essa oportunidade é maravilhoso e a gente fica muito emocionado. Ao mesmo tempo é a saudade, 30 anos, passa um filme na cabeça, emocial fica assim. Mas é gratificante saber que terá um espaço que os fãs vão ficar mais pertos deles”.

“Foi uma cerimônia muito bonita. Algo que na nossa famalia teve a intenção de fazer algo, de cremar. Foi uma cerimônia singela, emocionante, e extremamente delicada e muito bonita”, afirmou irmã do Júlio, Paula Rassec.

O pai de Sérgio e Samuel também falou a DE sobre a inauguração do memorial. “Muito bonito mesmo. Vou acompanhar a árvore até quando eu viver”.

O espaço receberá cinco jacarandás, cada um representando Dinho, Bento, Samuel, Júlio e Sérgio, em um gesto simbólico de “renovação e eternidade”. Conforme o Jardim BioParque Memorial, as urnas ficarão no centro de incubação de 12 a 24 meses, período em que as sementes vão germinar e se tornar mudas de jacarandá. Assim que tiver o desenvolvimento das mudas, haverá o plantio na área do memorial criado para a banda. Na frente do espaço está a famosa Brasília amarela. Já atrás estão os túmulos dos integrantes dos Mamonas.

Os corpos dos integrantes dos Mamonas Assassinas foram exumados para que as cinzas sejam depositadas em árvores nativas em um memorial ecológico que será aberto à visitação na quarta-feira (4).

A ideia das famílias foi de plantar cinco jacarandás, um para cada integrante, no espaço que será chamado de Jardim BioParque Memorial Mamonas. A escolha da árvore tem valor simbólico e ambiental, e o objetivo é de que o local se torne um “memorial vivo”, unindo natureza, tecnologia e memória.

Guarulhos, cidade natal da banda e segundo município mais populoso do estado de São Paulo, deve integrar o memorial à sua rota cultural. A expectativa da família é que o espaço se torne um ponto permanente de visitação e ajude a manter viva a história do grupo.

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