Tensões no Oriente Médio: Netanyahu afirma que campanha contra Irã não será prolongada

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, mencionou que a campanha de agressão contra o Irã não deve se prolongar por anos. Este pronunciamento ocorreu em meio aos confrontos no Oriente Médio, que estão em expansão e já impactam o transporte aéreo global, pressionando os preços da energia. A agressão aérea, apoiada pelos Estados Unidos e Israel, teve início no último sábado (28) e se espalhou rapidamente para outros territórios da região.

Com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participando do início dos ataques, a previsão inicial era de que o conflito pudesse durar de quatro a cinco semanas. No entanto, Trump passou a sugerir uma campanha mais ampla e sem uma data limite estabelecida. Netanyahu, em uma entrevista ao programa “Hannity” da Fox News, destacou que, embora a guerra possa levar algum tempo, não será uma guerra sem fim, com uma possibilidade de ser rápida e decisiva.

O tenente-coronel israelense Nadav Shoshani enfatizou que a duração da campanha pode variar dependendo dos desdobramentos no campo de batalha. Ele mencionou que as preparações estão voltadas para um cenário de semanas, apesar de ser improvável o envio de tropas terrestres ao território iraniano. Explosões foram registradas em Tel Aviv durante a interceptação de mísseis iranianos, demonstrando a intensificação dos ataques.

Além disso, as ofensivas se estenderam ao complexo da emissora estatal iraniana IRIB em Teerã, bem como a integrantes do Hezbollah no Líbano. O Exército israelense aumentou sua presença no sul do Líbano e posicionou tropas próximas à fronteira, como parte de sua estratégia de defesa avançada. No Golfo, drones atribuídos ao Irã atingiram a embaixada dos Estados Unidos em Riad, causando danos leves e um incêndio.

A escalada militar teve consequências significativas na economia global, com o transporte aéreo internacional sofrendo um colapso, obrigando o fechamento de hubs importantes no Golfo. O Estreito de Ormuz, vital para o comércio mundial de petróleo, teve seu tráfego interrompido, resultando em preços recordes de petróleo e fretes marítimos. As Forças Armadas dos Estados Unidos já atingiram mais de 1.250 alvos no Irã e destruíram 11 embarcações iranianas.

Neste cenário de tensões crescentes, os Estados Unidos comunicaram a retirada de funcionários não essenciais do governo e seus familiares de países como Bahrein, Iraque e Jordânia. A crise alcançou uma dimensão global com críticas e condenações de países como Rússia, China e Turquia, enquanto o Reino Unido autorizou o uso de suas bases para ataques considerados defensivos contra armamentos iranianos. O Irã, por sua vez, busca definir rapidamente um sucessor para o líder supremo. A situação permanece volátil, com desdobramentos aguardados nas próximas semanas.

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