Após a recessão de 2020, o Produto Interno Bruto surpreendeu positivamente de 2021 a 2024, superando projeções e o potencial do país. Entretanto, em 2025, registrou o menor avanço pós-Covid-19. O crescimento de 2,3% ficou alinhado com as expectativas de analistas de mercado. O setor agropecuário foi impulsionado por safras recordes de soja e milho, enquanto a indústria teve destaque na extração de petróleo e exportação. No quarto trimestre de 2025, houve desaceleração em todos os setores da economia.
O bom desempenho no agro, com crescimento de 11,7%, contrabalançou as condições adversas do macroambiente econômico. No entanto, mesmo com o avanço positivo, setores como a indústria apresentaram queda de 0,7% no último trimestre. As exportações tiveram aumento de 6,2% no ano. Os serviços cresceram 1,8%, embora tenham perdido fôlego no final de 2025, juntamente com o consumo das famílias, que teve expansão de 1,3% em comparação a 2024.
Os investimentos, representados pela Formação Bruta de Capital Fixo, subiram 2,9% em 2025, impulsionados pela importação de bens de capital e desenvolvimento de software. Apesar disso, houve redução na disposição do empresariado para investir. A taxa de investimento foi de 16,8% do PIB. Em contrapartida, a taxa de poupança foi de 14,4%. O país manteve o crescimento mesmo com juros elevados e impactos no consumo e investimentos.




