Professor de Direito preso após denúncia de estupro é proibido pela Justiça de expor mensagens de vítimas em rede social. Advogado Conrado Paulino da Rosa está preso preventivamente. A denúncia, feita na última semana, abrange os delitos de estupro, estupro de vulnerável, violência psicológica e cárcere privado.
O professor de Direito e advogado Conrado Paulino da Rosa, denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul por doze crimes contra dez mulheres, foi proibido pela Justiça de usar as redes sociais para expor mensagens das mulheres. A restrição faz parte das exigências de duas novas medidas protetivas concedidas para vítimas pelo 2º Juizado de Violência Doméstica de Porto Alegre.
Ele foi preso nesta segunda-feira, em Porto Alegre, após a desembargadora Naele Ochoa, da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS, acolher um pedido do MP.
As medidas foram pedidas pela advogada das vítimas, Gabriela Souza. Ela se baseou nas declarações dos advogados de Conrado em entrevista ao RBS Noticias na última sexta-feira (27). Um deles, Rodrigo Grecellé Vares, afirmou possuir documentos que provam a inocência de Conrado e que “desqualificam o relato das sedizentes vítimas”.
Para Gabriela, as falam representam uma ameaça judicial e risco de revitimização. Assim, as medidas protetivas teriam o objetivo de “preservar a intimidade” e evitar que o processo seja utilizado como “arma de fogo” e “violência psicológica”.
As medidas proíbem Conrado de “se aproximar ou manter contato” e ainda de “expor em redes sociais ou imprensa ou a terceiros por meio de fotos mensagens e ou vídeos”.
Uma medida pedida por uma terceira vítima foi negada e uma ainda aguarda análise. A defesa foi procurada após as medidas serem pedidas. A banca de advogados afirmou que não teve acesso as novas medidas.
A prisão preventiva foi mantida após audiência de custódia na manhã desta terça (3). Conrado deve ser encaminhado nas próximas horas para o sistema prisional. Ainda não foi definida a cadeia pra qual ele será levado. Na outra ocasião em que foi preso, ele foi levado para a penitenciária estadual de Canoas (Pecan).
O judiciário ainda não informou se aceitou ou não a denúncia contra o advogado e professor. A denúncia, feita na última semana, abrange os delitos de estupro, estupro de vulnerável, violência psicológica e cárcere privado.
Após deixar o Instituto Médico Legal (IML), no Palácio da Polícia, em Porto Alegre, Conrado conversou com a reportagem da RBS TV. Ele alegou ser inocente, afirmou que as vítimas não estariam dizendo a verdade e disse que “a justiça vai ser feita”.
Em nota, a defesa informa que “vê com extrema preocupação a decretação da prisão preventiva, baseada em suposições, descontextualizações e erros de ordem fática. A medida foi determinada após requerimento formulado pela autoridade policial há três meses, o qual se ampara em fundamentos já anteriormente rechaçados pelas autoridades judiciárias que acompanham o caso, quando da análise de outros três pedidos de segregação.” (leia, abaixo, na íntegra)




