Uma ação de fiscalização ambiental no sul do Amazonas resultou no embargo de uma área desmatada equivalente a 49 campos de futebol, na cidade de Apuí, durante a Operação Tamoiotatá. A ação teve como foco o ramal do Coruja e contou com a participação de agentes que percorreram cerca de 45 quilômetros na região. O relatório apontou o desmatamento de 48,81 hectares de floresta nativa e o descumprimento de embargo anterior, com a continuidade de atividades agropecuárias, como a criação de gado na área.
Além do embargo, foram aplicadas multas no valor de aproximadamente R$ 465 mil, além da lavratura de dois autos de infração e um termo de embargo. Com a medida tomada, qualquer atividade na área fica proibida até que haja regularização ambiental de acordo com a legislação federal vigente. O responsável pela área foi autuado e tem 20 dias para apresentar defesa ou quitar as multas aplicadas.
A Operação Tamoiotatá reúne órgãos estaduais e federais, como o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Secretaria de Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), no combate ao desmatamento ilegal. As ações incluem fiscalização em áreas identificadas com alertas de desmatamento, aplicação de autos de infração e embargos, além do encaminhamento de casos para investigação criminal.
Com bases operacionais em Humaitá, Apuí e Boca do Acre, a operação tem previsão de se estender até dezembro de 2026, abrangendo o período mais crítico da estiagem e intensificando as ações de combate ao desmatamento e às queimadas no estado do Amazonas. Apesar das ações de fiscalização e combate, o Amazonas continua entre os estados com altos índices de desmatamento, segundo relatórios recentes.
Portanto, a conscientização e ações efetivas de preservação ambiental são essenciais para a proteção da floresta amazônica e a manutenção do equilíbrio ecológico da região. A participação ativa da sociedade civil, aliada às ações das autoridades competentes, é fundamental para garantir a sustentabilidade e a conservação dos recursos naturais da Amazônia.




