Operação da PF afasta prefeito e vice de Macapá por fraudes em licitações no hospital

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Prefeito e vice de Macapá são afastados; endereços ligados ao prefeito são alvo da operação da PF

O STF autorizou 13 mandados de busca e apreensão e o afastamento de servidores, incluindo o prefeito e o vice da capital. A PF encontrou indícios de desvios em licitações das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá.

O prefeito da cidade, alvo da operação da PF, foi afastado do cargo, em uma ação que também abrangeu o vice-prefeito. Endereços ligados ao prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), foram alvo de uma operação da Polícia Federal contra fraude em licitações na Saúde. A segunda fase da operação Paroxismo foi deflagrada na última quarta-feira, conduzindo a ação em diferentes cidades.

A determinação do STF resultou no afastamento de servidores por 60 dias e na execução de 13 mandados de busca e apreensão, em áreas tanto da capital quanto em Belém (PA) e Natal (RN). Nas investigações em Macapá, endereços relacionados ao prefeito da cidade foram objeto de mandados de busca e apreensão.

A polícia apura um possível esquema de fraude em licitações para a execução das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá. Os agentes investigadores apontam para indícios de um esquema criminoso envolvendo servidores públicos e empresários, que visava direcionar as licitações, desviar recursos públicos e realizar lavagem de dinheiro. O contrato sob escrutínio foi firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá.

Segundo as informações levantadas, o grupo em questão teria atuado para manipular o processo licitatório, garantindo vantagens indevidas em contratos com valores expressivos. Além disso, há suspeitas de desvios de recursos destinados à obra, que teriam sido posteriormente lavados através de transações financeiras irregulares. O Hospital Geral Municipal de Macapá, importante projeto de infraestrutura de saúde na capital, apresenta um orçamento estimado em aproximadamente R$ 70 milhões, trazendo à tona a necessidade de investigar se o empreendimento foi utilizado para benefício ilícito de agentes públicos e empresários.

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