Polícia pede quebra de sigilo telefônico de réus por estupro em Copacabana: o que revelam os celulares?

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A Polícia Civil pediu à Justiça a quebra de sigilo telefônico dos réus denunciados por estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana. Os quatro jovens envolvidos no caso se entregaram às autoridades sem apresentar os celulares durante a investigação. Na delegacia, optaram por permanecer em silêncio, dificultando o acesso aos dispositivos eletrônicos que podem conter informações relevantes para o caso.

Os investigadores não encontraram celulares e computadores durante as buscas aos jovens quando ainda estavam foragidos. A polícia, ao solicitar a prisão dos quatro suspeitos, também pediu a busca e apreensão dos aparelhos telefônicos, com o apoio favorável do Ministério Público. No entanto, a Justiça desmembrou o processo e encaminhou a análise para outra vara, sem informação sobre a decisão até o momento.

O delegado Angelo Lages da 12ª DP (Copacabana) afirmou que será solicitada a quebra telemática dos aparelhos dos acusados de estupro, devido à falta de cooperação dos réus. Os presos associados ao ataque em Copacabana são Mattheus Verissimo Zoel Martins, João Gabriel Xavier Bertho, Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti.

Vitor Hugo, filho de José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário estadual, nega participação no crime, conforme afirmado por seu advogado Ângelo Máximo. O acusado permanecerá em silêncio e busca provar sua inocência. A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público, destacando a violência empregada nos atos sexuais praticados contra a vítima.

Habeas corpus aos foragidos por estupro coletivo foi negado anteriormente pela Justiça, com 3 dos 4 maiores de idade envolvidos no delito buscando suspender a prisão. O caso, mantido em segredo de Justiça, não revela os nomes dos envolvidos nos recursos. Além disso, a investigação aponta para mais duas vítimas que relataram ter sido estupradas por integrantes do grupo envolvido no crime.

O caso de estupro coletivo em Copacabana envolveu quatro homens indiciados pela prática. O adolescente que convidou a vítima para o local também está sob investigação por ato infracional análogo ao crime. Câmeras de segurança do prédio registraram os momentos-chave do crime, enquanto o exame de corpo de delito apontou lesões compatíveis com violência física. As investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos e esclarecer os fatos.

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