Médico preso por crimes sexuais contra jovens em consultas públicas em SC Médico de Santa Catarina é preso por crimes sexuais durante consultas públicas

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Médico de SC é preso por crimes sexuais contra jovens de 17 a 20 anos durante consultas na rede pública

Mesmo não sendo ginecologista, o profissional fazia exames invasivos e
comentários sexuais sem consentimento e levava as vítimas a acreditarem que os
atos integravam procedimentos médicos legítimos. Prisão aconteceu em Catanduvas

Médico preso em Catanduvas [https://s04.video.glbimg.com/x240/14398419.jpg]

Médico preso em Catanduvas

Um médico investigado por crimes sexuais contra ao menos 10 jovens foi preso preventivamente em Catanduvas [https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/cidade/catanduvas-sc/], no Oeste de Santa Catarina [https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/], na terça-feira (3). Os episódios teriam ocorrido entre 2024 e 2025, durante atendimentos clínicos na rede pública de saúde. As vítimas tinham entre 17 e 20 anos.

Conforme o Ministério Público (MP), que também acompanha o caso, o profissional não era ginecologista, mas realizava supostos exames invasivos nas mulheres, tocava a região íntima delas sem autorização e fazia comentários de cunho sexual. O nome dele não foi informado.

Ainda de acordo com a denúncia, “ele levou as vítimas a acreditarem que os atos praticados integravam procedimentos médicos legítimos, quando, na realidade, simulava exames clínicos com o propósito exclusivo de praticar atos libidinosos”.

A defesa do profissional negou o crime e afirmou que a atuação dele “sempre ocorreu dentro dos protocolos médicos, com respeito absoluto aos pacientes atendidos”. Afirmou ainda que as medidas jurídicas cabíveis já estão sendo adotadas para reverter a decisão (íntegra da decisão no fim do texto).

Já o Conselho Regional de Medicina disse ter encaminhado uma solicitação de informações ao Poder Judiciário, com o objetivo de adotar as medidas cabíveis e promover a devida apuração dos fatos no âmbito da Corregedoria.

O caso é investigado ao menos desde novembro de 2025, quando o médico foi denunciado pelo MP por importunação sexual. À época, o Poder Judiciário negou um pedido de prisão para o suspeito, mas o recurso protocolado pela promotoria foi aceito em segunda instância.

No parecer emitido pelo Procurador de Justiça, Luis Eduardo Couto de Oliveira Souto, a prisão visa atender “não apenas à ordem pública, notadamente diante da gravidade concreta dos fatos e reprovabilidade da conduta, mas também evitar que o médico intimidasse as vítimas e eventuais testemunhas e repetisse o comportamento”.

O crime de importunação sexual é definido pelo Código Penal como “praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro”. A pena prevista é de um a cinco anos de cadeia.

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