Por que China não reagiu com força após EUA tirarem dois aliados do poder?

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China tem sido a fonte mais importante de apoio diplomático e econômico do Irã, que sofreu ataques dos EUA e Israel nos últimos dias.

A relação de Pequim com o Irã contribui para fortalecer sua segurança energética e influência no Oriente Médio, mas o país também tem buscado o apoio de outros atores regionais, como a Arábia Saudita, rival do Irã, em uma tentativa de encontrar um equilíbrio na região.

Em 2023, Pequim desempenhou um papel importante na mediação de uma reaproximação entre os dois países.

Ainda assim, a preocupação com o estreitamento dos laços entre China, Irã, Rússia e Coreia do Norte tem aumentado em Washington. Líderes dos quatro países reuniram-se em Pequim em setembro passado para uma demonstração surpreendente de unidade em um grande desfile militar. Além disso, China, Rússia e Irã têm realizado exercícios militares conjuntos regulares nos últimos anos.

“O Irã tem sido um parceiro de longa data da República Popular da China, mas está muito distante e não é essencial, ou talvez nem mesmo crucial, para a China”, disse Ja Ian Chong, cientista político da Universidade Nacional de Singapura, referindo-se à China por seu nome oficial, República Popular da China.

Os analistas, no entanto, concordam que, independentemente de quem suceder Khamenei, Teerã provavelmente manterá seus laços com a China, devido à sua influência econômica.

Os acontecimentos no Irã também apresentam à China diversas oportunidades estruturais, afirmou Zhu Zhaoyi, diretor do Instituto do Oriente Médio da Escola de Negócios HSBC da Universidade de Pequim.

“O profundo envolvimento dos Estados Unidos em conflitos militares no Oriente Médio inevitavelmente desvia seus recursos e atenção estratégicos, limitando objetivamente sua capacidade de manter a pressão sobre a China na região Indo-Pacífica”, escreveu Zhu em um artigo online na segunda-feira.

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