Bullying em escola de Fortaleza: Família denuncia caso chocante

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Família denuncia bullying contra aluno em escola pública de Fortaleza

O adolescente de 16 anos que foi forçado por colegas a comer ao menos sete pedaços de bolo, dentro de uma escola estadual no Bairro Dom Lustosa, em Fortaleza, ainda não retornou às aulas após o episódio de bullying registrado no último dia 26 de fevereiro.

Ao DE, a mãe do estudante informou que a família decidiu manter o jovem em casa durante esta semana, como forma de resguardá-lo emocionalmente após o caso.

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“Eu mesma optei por ele não retornar para a escola essa semana. Mas, fora disso, eles [a escola] estão dando o suporte que deveriam dar”, afirmou a mãe do adolescente.

Segundo a mãe, o adolescente deve voltar a frequentar a mesma escola na próxima semana, quando receberá acompanhamento psicológico prometido pela instituição de ensino.

De acordo com a família, a direção da escola informou que uma psicóloga foi disponibilizada para atender ao estudante dentro da própria unidade, como parte das medidas de apoio após o caso de bullying.

Aluno é forçado a comer 7 fatias de bolo e filmado no banheiro de escola no Ceará

O estudante foi forçado por um grupo de colegas a comer ao menos sete pedaços de bolo dentro da escola CAIC Raimundo Gomes de Carvalho, no Bairro Dom Lustosa. O adolescente também foi filmado enquanto usava o banheiro da escola.

Familiares informaram ao DE que o jovem convive com a Síndrome de Prader-Willi, uma condição genética rara que provoca fome constante, alterações hormonais e atraso no desenvolvimento.

Jovem obeso forçado a comer sete fatias de bolo em escola sofre síndrome rara; entenda

O adolescente sofre da Síndrome de Prader-Willi, uma condição genética rara que provoca fome constante, alterações hormonais e atraso no desenvolvimento. O caso de bullying expôs o jovem a uma situação de extrema vulnerabilidade, ampliando os desafios de convivência na escola.

O jovem demonstrou vontade de retornar às aulas, embora ainda não compreenda totalmente a gravidade do episódio. A mãe relatou: “Ele não sabe nem o que aconteceu. Ele acha que foi apenas uma brincadeira, ele é muito inocente”.

MEDIDAS TOMADAS

A Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) afirmou que “não procede a informação de que o estudante deixou de frequentar a escola”. A Seduc repudiou a prática de bullying e destacou que atua prontamente diante dos fatos. A pasta garantiu medidas de apoio, sensibilização dos alunos e acompanhamento do caso.

As medidas tomadas pela Seduc visam combater a prática de bullying, promover o acolhimento do aluno e garantir medidas educativas e punitivas para os agressores. A escola segue contando com suporte psicológico e fortalecendo ações de prevenção ao longo do ano letivo.

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