Família desaparecida no RS: buscas por corpos em matas e rios

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Família desaparecida no RS: começam as buscas por corpos em matas e rios

A Polícia Civil começou as buscas pelos corpos de três pessoas da mesma família, que estão desaparecidas há 40 dias no Rio Grande do Sul. Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Aguiar, de 69, e Dalmira Aguiar, 70, estão sumidos desde 24 e 25 de janeiro.

A mulher passou a integrar a lista de feminicídios de 2026 no Rio Grande do Sul, tornando-se a 20ª vítima do ano. A polícia também já descarta encontrar os pais dela vivos.

Desde a última semana, a Polícia Civil está a campo em áreas de matas e rios próximos a Cachoeirinha, cidade da Região Metropolitana de Porto Alegre onde a mulher e os idosos moravam. A informação, porém, só foi confirmada pelo delegado responsável pela operação nesta quinta-feira (5).

Reações iniciais

Segundo a polícia, foram procurados endereços ligados ao suspeito e aos desaparecidos. Até o momento, só policiais atuam nas ações e o trabalho segue sem apoio do Corpo de Bombeiros.

Apesar de confirmar que diligências estão sendo cumpridas desde o dia 26 de fevereiro, o delegado Anderson Spier, que está à frente da investigação, não divulgou em quais cidades as buscas são feitas.

O principal suspeito é o ex-companheiro de Silvana, Cristiano Domingues Francisco, preso temporariamente por suspeita de envolvimento no crime.

Relembre o caso

O G1 montou a linha do tempo que detalha os principais acontecimentos da investigação. Confira:

1 de janeiro: Silvana Germann de Aguiar solicita, em um grupo de mensagens, o contato do Conselho Tutelar;

9 de janeiro: Silvana comparece ao Conselho Tutelar para registrar que seu ex-marido, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, desrespeitava as restrições alimentares do filho do ex-casal.

24 de janeiro (sábado): Silvana é vista pela última vez. Uma publicação em seu perfil nas redes sociais dizia que ela havia sofrido um acidente em Gramado, mas que estava bem.

25 de janeiro (domingo): Alertados por vizinhos sobre a postagem, os pais de Silvana, Isail e Dalmira Aguiar, saem para procurar a filha. O casal de idosos tenta registrar o desaparecimento na delegacia distrital, mas a unidade estava fechada.

27 e 28 de janeiro: As ocorrências de desaparecimento são registradas formalmente. O ex-marido, Cristiano Domingues Francisco, comunica o sumiço de Silvana, e uma sobrinha, informa à polícia que os idosos também não foram mais vistos.

28 de janeiro: Cristiano comparece ao Conselho Tutelar para pedir que o filho fique sob sua guarda durante as investigações.

1º de fevereiro: Cristiano envia uma foto de dentro da casa dos sogros para uma conhecida, mostrando o veículo do casal.

3 de fevereiro: A polícia ouve seis pessoas, incluindo o ex-marido e sua atual companheira. Um projétil de arma de fogo é encontrado no pátio da casa dos idosos.

4 de fevereiro: A Polícia Civil confirma que trata o caso como crime, descartando sequestro por falta de pedido de resgate.

Detalhamento do primeiro fato

5 de fevereiro: A perícia coleta material na casa de Silvana, encontrando vestígios de sangue no banheiro e na área externa.

7 de fevereiro: O celular de Silvana é localizado após denúncia anônima, escondido sob uma pedra em um terreno baldio próximo à casa dos pais.

9 de fevereiro: Reunião de autoridades confirma que o cartucho encontrado na casa dos idosos é de festim (munição não letal).

10 de fevereiro: Cristiano Domingues Francisco é preso temporariamente após quebra de sigilo telefônico indicar movimentação suspeita.

13 de fevereiro: É divulgado que o suspeito e sua atual companheira se recusaram a fornecer as senhas de seus aparelhos.

20 de fevereiro: O policial militar prestou depoimento à polícia. Polícia confirma que o mesmo carro entrou duas vezes na residência de Silvana no dia em que ela desapareceu.

24 de fevereiro: A perícia do celular Silvana mostrou que o aparelho nunca esteve em Gramado, diferente do que indicava a publicação feita em 24 de janeiro em suas redes sociais.

24 e 25 de fevereiro: O desaparecimento da família Aguiar completa um mês.

25 de fevereiro: Silvana é considerada a 20ª vítima de feminicídio no RS em 2026.

26 de fevereiro: Polícia Civil inicia as buscas pelos corpos em áreas de matas e rios próximos a Cachoerinha.

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