RS registra foco de gripe aviária em aves silvestres em reserva ecológica; no vídeo, é possível ver um cisne-branco infectado.
Subiu para 15 o número de aves mortas pela Influenza Aviária de Alta
Patogenicidade (H5N1), a gripe aviária, no Rio Grande do Sul. Já haviam sido
encontrados anteriormente 9 animais mortos ou doentes, todos cisnes brancos.
As aves infectadas são silvestres e foram encontradas na Reserva Ecológica do
Taim, no Sul do estado.
A informação foi confirmada pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária
Animal (DDA) do Governo do Rio Grande do Sul.
A Influenza Aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta
principalmente aves, mas também pode infectar mamíferos e, em raras situações,
seres humanos que tenham contato direto com animais contaminados. A transmissão
ocorre por meio de secreções, fezes ou carcaças infectadas.
Rio Grande emite alerta epidemiológico para gripe aviária no Sul do RS
A Reserva do Taim foi interditada por tempo indeterminado, até que o episódio de
influenza seja controlado. Estão sendo realizados monitoramentos diários pela
reserva, em conjunto com o serviço de veterinária oficial. Técnicos da
secretaria da Estado e também da reserva, trabalham na busca e acompanhamento
dos animais mortos ou doentes
De acordo com a pasta, não há risco na ingestão de carne e ovos, já que a doença
não é transmitida por meio do consumo.
O vírus foi identificado em aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba,
conhecidas como cisne-coscoroba ou cisne-branco. A notificação de animais mortos
ou doentes foi atendida pelo Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul
(SVO-RS), no dia 28 de fevereiro, e as amostras coletadas foram enviadas para o
Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), que confirmou
a doença.
Reações iniciais
Procurada pelo g1, a Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs)
emitiu um posicionamento institucional após a confirmação do caso, destacando
que a ocorrência de gripe aviária não deve prejudicar as exportações gaúchas de
aves.
“Ressaltamos que a ocorrência em aves silvestres é evento observado em
diferentes regiões no mundo, não sendo situação incomum no cenário
epidemiológico nestas aves. Informamos, ainda, que este registro não altera o
status sanitário do Brasil, tampouco gera embargos às exportações ou restrições
comerciais, mantendo-se a normalidade das atividades do setor produtivo”, afirma
o texto assinado pelo presidente executivo José Eduardo dos Santos.
Os três vírus que podem desencadear novas crises em 2026
Os três vírus que podem desencadear novas crises em 2026




