Um detento, identificado como Wilame da Cunha Silva, foi condenado a 22 anos de prisão pela morte de Êxodo Moraes de Sousa. A vítima, que também era presidiária, foi morta a golpes de enxada na cabeça no dia 19 de dezembro de 2021 na Penitenciária Regional de Imperatriz.
O julgamento foi realizado nessa terça-feira (3), pelo Tribunal do Júri de Imperatriz. Wilame da Cunha deve cumprir a pena, inicialmente, em regime fechado.
Segundo o inquérito policial, os dois detentos eram colegas de cela e prestavam serviços dentro da unidade como, por exemplo, a coleta de lixo. Os dois tinham uma rixa por causa de disputa em relação ao trabalho exercido no presídio e a desavença culminou com o crime.
Desentendimento fatal
O desentendimento entre os dois teria começado após Êxodo passar por cima da cama de Wilame, o que gerou uma discussão verbal. No dia do crime, Wilame e Êxodo estavam acompanhados de outro detento, identificado como Gilson, e realizavam a atividade de coleta de lixo. Em determinado momento, Gilson deixou o local, permanecendo apenas os dois.
De acordo com as investigações, quando a vítima se abaixou para recolher o lixo, Wilame teria desferido um golpe de enxada na cabeça de Êxodo. A vítima caiu no chão e teria sido atingida por outros golpes. Após o crime, Wilame teria arrastado o corpo para perto do muro da unidade e o coberto com sacos de lixo.
A morte só foi descoberta depois que agentes penitenciários notaram a ausência da vítima. Ao analisarem imagens das câmeras de monitoramento do presídio, os agentes constataram a ocorrência e a autoria do crime.
Reações e desdobramentos
A condenação de Wilame da Cunha Silva a 22 anos de prisão trouxe um certo alívio para a família de Êxodo, que buscava por justiça desde o ocorrido. “Não podemos trazer Êxodo de volta, mas ao menos esperamos que esse criminoso pague pelo que fez”, disse um parente da vítima.
É preciso refletir sobre as condições do sistema prisional que permitem que situações como essa ocorram. A falta de segurança e o convívio inapropriado entre detentos são questões que precisam ser abordadas para evitar novas tragédias como essa no futuro.
Consequências e futuro
O caso de Êxodo Moraes de Sousa serve como um alerta sobre a necessidade de reformas no sistema carcerário para garantir a integridade e a segurança dos presidiários. Além disso, demonstra a importância de investir em programas de ressocialização para que os detentos possam se reintegrar à sociedade de maneira positiva após cumprirem suas penas.
Wilame da Cunha Silva terá que cumprir sua pena em regime fechado, refletindo sobre o terrível crime que cometeu e as consequências de seus atos. A tragédia que resultou na morte de Êxodo deixará marcas profundas nas famílias envolvidas e na comunidade prisional como um todo.



