O Ministério Público Federal (MPF) https://www.mpf.mp.br/ determinou a
instauração de um inquérito civil relacionado ao BBB 26 https://www.metropoles.com/entretenimento/televisao/mpf-pede-inquerito-contra-a-globo-por-tortura-no-quarto-branco-do-bbb.
Segundo a decisão, práticas semelhantes as da ditadura podem ter sido utilizadas
no reality show da Globo.
No documento oficial, o Big Brother Brasil 26 está sendo investigado por
possíveis práticas de tortura e tratamentos desumanos ou degradantes, que
apontam riscos à integridade física e psicológica dos participantes da atual
edição do reality show.
A instituição chegou a receber uma denúncia da Comissão Especial sobre Mortos e
Desaparecidos Políticos (CEMDP). A comissão afirma que a metodologia utilizada
no Quarto Branco do BBB 26 guarda semelhança com práticas de tortura empregadas
durante a ditadura civil-militar brasileira.
Tais práticas são proibidas por preceitos fundamentais absolutos da Constituição
de 1988. No inciso III do art. 5º da Constituição da Republica Federativa do
Brasil está estabelecido que “ninguém será submetido a tortura nem a tratamento
desumano ou degradante”.
MPF investiga BBB 26 por práticas semelhantes as da ditadura: entenda
Além disso, a investigação do BBB 26 também envolve os episódios convulsivos de
Henri Castelli em um prova de resistência e o “exilo” de Breno em uma área
externa do confinamento.
No texto em que anuncia o início da investigação, o MPF ressalta que “a vedação
à tortura e ao tratamento degradante é um preceito constitucional absoluto que
deve ser zelado por todas as esferas de governo. Para o órgão, a normalização do
sofrimento alheio como forma de espetáculo é incompatível com os objetivos
fundamentais da República de construir uma sociedade justa e solidária.”
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O Metrópoles entrou em contato com a Rede Globo, que, até o momento da
publicação, ainda não se pronunciou sobre o episódio. O espaço segue em aberto.



