Vorcaro relatou jantar com Hugo Motta na residência oficial da Câmara

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Mensagens obtidas após a quebra do sigilo telefônico do ex-presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, revelam um jantar com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O encontro teria ocorrido em fevereiro de 2025, logo após a vitória de Motta para a chefia da Casa.

A conversa de Vorcaro é com a namorada, Martha Graeff, em 26 de fevereiro de 2025. O banqueiro menciona um jantar na residência oficial com Hugo e seis empresários, afirmando estar ocupado reunião com os políticos.

Antes de ser preso, Vorcaro cultivou diversas conexões com figuras importantes. Além disso, o banco contratou o escritório de familiares do ministro Alexandre de Moraes (STF) no valor de R$ 3,6 milhões mensais para auxiliar na defesa dos interesses da instituição financeira.

Em março do ano passado, Vorcaro fez à namorada outra menção a um encontro com Motta, e também a “Ciro”, em provável referência ao senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP.

“Tô aqui em Brasília trabalhando amor”, afirmou o ex-banqueiro à companheira, explicando que ele estava em um jantar na residência oficial com Hugo e outros políticos. O encontro levanta questionamentos sobre possíveis acordos e influência nos bastidores do poder legislativo.

O deputado Hugo Motta teria “enterrado” a CPI do Banco Master, segundo informações de um jornal local. A equipe do presidente da Câmara não retornou as solicitações enviadas pela reportagem através de WhatsApp.

“Me manda mensagem quando acabar aí. Você está com gente aí? Ou está me ignorando de propósito?”, questiona Graeff, por volta das 0h20 do dia 3 de março. Vorcaro responde, tranquilizando-a sobre a reunião em que estava envolvido.

A reunião mencionada pelos envolvidos levanta preocupações sobre a influência de grandes empresários e políticos nas decisões financeiras e estratégicas do banco. A proximidade entre Vorcaro e figuras-chave da política desperta debates sobre corrupção e tráfico de influência.

A revelação do jantar na residência oficial da Câmara com Hugo Motta levanta suspeitas sobre possíveis acordos e favorecimentos que poderiam ter impacto direto nas investigações e processos relacionados ao Banco Master. A divulgação das mensagens promete gerar mais controvérsias e exigir esclarecimentos por parte dos envolvidos.

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