Mensagens obtidas pela PF sugerem encontros entre Vorcaro e Moraes

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Mensagens trocadas entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e a então companheira, Martha Graeff, indicam que ele teria se encontrado com Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2025. O banqueiro voltou a ser preso na quarta-feira (4) pela PF.

O conteúdo integra material obtido pela Polícia Federal (PF) após a quebra de sigilo telemático de Vorcaro e encaminhado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em uma das conversas, Vorcaro informa a Martha que está a caminho de um encontro com “Alexandre Moraes” em Campos.

O dono do Banco Master volta a mencionar o ministro 10 dias depois. Ele relata estar em casa e faz uma chamada de vídeo com a companheira. Após o término da ligação, Martha questiona “quem era o primeiro cara?”. E Vorcaro então responde: “Alexandre Moraes”.

Há ainda outro registro, em agosto de 2025, no qual Vorcaro afirma estar com “Alexandre” e menciona uma reunião posterior com “Ciro”. As informações são do DE.

O material analisado também inclui referência a uma reunião realizada em março de 2025 entre Vorcaro, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o magistrado Alexandre de Moraes.

A Polícia Federal (PF) prendeu novamente, na quarta-feira (4), o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Ele foi alvo de uma nova fase da Operação Compliance Zero.

Vorcaro, que é investigado por fraudes bilionárias envolvendo a venda de títulos de crédito falsos, foi preso em casa, em São Paulo (SP). A defesa dele nega as suspeitas (leia abaixo).

Durante a investigação, foram encontrados indícios de que o dono do Banco Master teria planejado simular um assalto para “prejudicar violentamente” o colunista do jornal O Globo, Lauro Jardim. Segundo o ofício, o empresário pretendia “calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados”.

Daniel Vorcaro já havia sido preso em 17 de novembro de 2025, no âmbito das investigações sobre uma suposta fraude na emissão de créditos bancários. Na ocasião, ele planejava uma fuga. O empresário deixou a cadeia em 29 de novembro, mas era monitorado por tornozeleira e precisava cumprir outras restrições.

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