Família desaparecida no RS: Buscas por corpos em matas e rios

familia-desaparecida-no-rs3A-buscas-por-corpos-em-matas-e-rios-1

Família desaparecida no RS: começam as buscas por corpos em matas e rios

A Polícia Civil, que conduz a investigação sobre o sumiço da família Aguiar, desaparecida há mais de 40 dias, realiza buscas em diferentes áreas da Região Metropolitana de Porto Alegre. Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Aguiar, de 69, e Dalmira Aguiar, 70, não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro. (Relembre o caso abaixo)

O único suspeito é o policial militar e ex-companheiro de Silvana, Cristiano Domingues Francisco, que está preso temporariamente. A defesa afirma que ele é inocente.

As frentes mais recentes de buscas se concentraram em áreas de mata de Gravataí e Cachoeirinha, além de trechos do Rio Gravataí, visitados na quinta (26) e na sexta-feira (27) da última semana. Os locais foram definidos a partir de informações obtidas no celular do PM suspeito.

A Polícia Civil realizou diversas diligências desde o dia 26 de fevereiro, sem divulgar os locais específicos onde as buscas são feitas.

As investigações também levaram a polícia a um sítio da família do investigado e a outra propriedade dos Aguiar, além das casas dos desaparecidos e do próprio suspeito.

Na manhã de quinta-feira (5), os agentes cumpriram mandado de busca na casa de um amigo do PM. O homem, que não é investigado e presta depoimento apenas como testemunha, foi citado por Cristiano como alguém com quem teria jantado na noite em que Silvana desapareceu. Na residência, os policiais apreenderam equipamentos eletrônicos.

Paralelamente, a polícia tenta esclarecer quem é o dono de um carro vermelho que entrou na casa de Silvana no dia do desaparecimento. Já outra frente aguarda o resultado da perícia nas amostras de sangue encontradas no pátio da residência da vítima.

Até o momento, só policiais atuam nas ações e segue sem o trabalho do Corpo de Bombeiros.

RELEMBRE O CASO

Um mês do desaparecimento da família Aguiar, em Cachoeirinha (RS)

O g1 montou a linha do tempo que detalha os principais acontecimentos da investigação. Confira:

Antes do sumiço

2 de janeiro: Silvana Germann de Aguiar solicita, em um grupo de mensagens, o contato do Conselho Tutelar; 9 de janeiro: Silvana comparece ao Conselho Tutelar para registrar que seu ex-marido, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, desrespeitava as restrições alimentares do filho do ex-casal.

O fim de semana dos desaparecimentos

24 de janeiro (sábado): Silvana é vista pela última vez. 25 de janeiro (domingo): Alertados por vizinhos sobre a postagem, os pais de Silvana, Isail e Dalmira Aguiar, saem para procurar a filha.

Início das investigações

27 e 28 de janeiro: As ocorrências de desaparecimento são registradas formalmente. 28 de janeiro: Cristiano comparece ao Conselho Tutelar para pedir que o filho fique sob sua guarda durante as investigações.

Perícias e prisão

5 de fevereiro: A perícia coleta material na casa de Silvana, encontrando vestígios de sangue no banheiro e na área externa.

7 de fevereiro: O celular de Silvana é localizado após denúncia anônima, escondido sob uma pedra em um terreno baldio próximo à casa dos pais.

9 de fevereiro: Reunião de autoridades confirma que o cartucho encontrado na casa dos idosos é de festim (munição não letal). Cristiano Domingues Francisco é preso temporariamente após quebra de sigilo telefônico indicar movimentação suspeita.

10 de fevereiro: Familiares e amigos realizam um protesto e caminhada em Cachoeirinha pedindo solução para o caso.

VÍDEOS: TUDO SOBRE O RS

Box de Notícias Centralizado

🔔 Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram e no WhatsApp