Jovem com doença rara fica tetraplégica cinco vezes: Conheça a história de superação

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Jovem com doença rara fica tetraplégica cinco vezes

Roberta Rodrigues, de 33 anos, que já ficou tetraplégica cinco vezes ao longo da vida por causa de uma doença neurológica rara, contou ao g1 que sempre correu contra o tempo para conseguir concluir seus planos antes de ter uma próxima crise. Ela precisou interromper estudos, carreira e planos diversas vezes por causa da doença crónica e autoimune.

A primeira crise aconteceu em 2008, após ela tomar a vacina contra febre amarela. Poucas horas depois, começou a perder os movimentos das pernas. Em janeiro de 2025, após contrair Covid-19, teve uma nova crise grave. Formada em fisioterapia formada pela Universidade Estadual de Goiás (UEG), ela explicou que precisou recomeçar os planos diversas vezes, mas sempre persistiu.

Ela destacou que a dedicação sempre mostrou resultados e citou o exemplo de ter sido aprovada em três concursos em primeiro lugar, incluindo um federal, por estudar com muito foco entre as crises.

Diagnóstico e Progressão da Doença

Segundo Roberta, após a primeira crise que sofreu aos 15 anos de idade, ela recebeu o diagnóstico de Síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune que faz os músculos deixarem de responder. Inclusive o diafragma, responsável pela respiração. Com isso, ela precisou ser internada em Goiânia.

Roberta apresentou insuficiência respiratória e precisou passar por sessões de plasmaférese, tratamento que filtra o sangue para conter o avanço da doença. O quadro foi considerado grave.

Com o passar dos anos, porém, as crises voltaram. Diferentemente do que costuma acontecer nos casos clássicos de Guillain-Barré, em que há recuperação após a fase aguda, Roberta teve novas recaídas e passou a apresentar fraqueza persistente.

Condicionamento Físico e Tratamento

Antes dos 15 anos, Roberta explicou que já praticava capoeira e manteve rotina intensa de treinos entre uma crise e outra, principalmente a corrida.

Atualmente, Roberta faz uso de um medicamento que atua no sistema imunológico para reduzir os ataques contra o próprio organismo. O remédio passou a ser utilizado de forma preventiva, com aplicação a cada seis meses.

Desde a última crise, em janeiro de 2025, Roberta segue em processo intenso de reabilitação.

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