Estupro coletivo: após novas denúncias, MPRJ pede internação de menor
A Justiça do Rio manteve a prisão dos outros dois réus acusados de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana. Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos com 18 anos, passaram por audiência de custódia nesta sexta-feira (6).
Nesse tipo de audiência, o juiz analisa a legalidade da prisão e decide se eles permanecerão detidos ou poderão responder ao processo em liberdade. Na quinta-feira (5), Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos, também tiveram as prisões mantidas pela Justiça. Após se entregarem, os quatro presos permaneceram em silêncio diante da polícia e só vão falar em juízo. Eles estavam sem os celulares. A Polícia Civil vai pedir à Justiça a quebra de sigilo telefônico dos réus.
Prisões Mantidas
Os jovens foram levados para a Cadeia Pública Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte, onde foram colocados em celas separadas. A unidade funciona como porta de entrada do sistema penitenciário fluminense. Ao ingressar no sistema, o preso passa por um protocolo inicial de triagem e, em geral, permanece separado da população carcerária durante um período de isolamento e avaliação. Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), os quatro estão se alimentando normalmente. Eles comeram salada de repolho, almôndegas, cenoura cozida, arroz, feijão, fruta e suco.
Repercussão e Internação
Todos viraram réus por estupro, com o agravante de a vítima ser menor de idade, e também por cárcere privado. Há ainda um menor investigado. Ele se entregou na 54ª DP (Belford Roxo), na tarde desta sexta (6), um dia após a Justiça autorizar um mandado de busca e apreensão contra ele. O MPRJ opinou favoravelmente sobre a necessidade de internar o menor. A Polícia Civil investiga as denúncias de pelo menos duas outras jovens contra alguns integrantes do grupo.
Posicionamentos
Após a prisão, a defesa de João Gabriel se pronunciou com a seguinte nota: “A defesa de João Gabriel Xavier Bertho informa que, em respeito à decisão judicial, ele se entregou nesta terça-feira (03/03) na 10ª delegacia. João Gabriel e a defesa confiam que a Justiça, de forma isenta, irá apurar os fatos e decidirá pela improcedência da denúncia. João Gabriel nega estupro e não teve sequer a oportunidade de ser ouvido pela polícia. Ele não é citado nas novas denúncias que estão sendo investigadas”. O advogado Ângelo Máximo, que representa Vitor Hugo, afirmou que o cliente nega participação no crime. Segundo a defesa, ele confirma que estava no apartamento em Copacabana, mas nega ter mantido relação sexual ou cometido estupro contra a vítima.




