Trânsito é liberado na avenida Júlio César após vistoria em passarela
O tráfego de veículos na Avenida Júlio César, em Belém, foi liberado no fim da madrugada deste sábado (7), após avaliação técnica em uma passarela sobre o Canal São Joaquim. A via havia sido interditada de forma preventiva na sexta-feira (6) por causa do risco de queda da estrutura.
Segundo a prefeitura, o tráfego foi liberado após equipes da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Seinfra) realizarem uma vistoria emergencial no local. A estrutura integra as obras do Parque Urbano Igarapé São Joaquim, uma das construções prometidas para 30ª Conferência do Clima da ONU (COP 30) que não foi entregue.
Ainda segundo a prefeitura, a interdição havia sido feita de forma preventiva para garantir a segurança de pedestres e motoristas enquanto os técnicos avaliavam a situação da passarela.
Interdição preventiva
O órgão municipal também informou que a passarela faz parte das obras de urbanização do canal São Joaquim e que o projeto é executado pelo Consórcio Igarapé São Joaquim, formado pelas empresas Construbase Engenharia e HTBR Arquitetura e Engenharia.
De acordo com a prefeitura, o consórcio foi formalmente notificado após a identificação do problema. O município também abriu procedimentos administrativos para apurar responsabilidades técnicas na execução da obra.
Durante vistoria no local, o prefeito Igor Normando (MDB) classificou a situação como grave e afirmou que houve “irresponsabilidade” por parte da empresa responsável pela obra. O gestor determinou ainda que a Procuradoria-Geral do Município e a Secretaria de Obras analisem os laudos técnicos para verificar possível responsabilização da empresa.
Obras do Parque Urbano Igarapé São Joaquim
O Parque Urbano Igarapé São Joaquim é uma das obras prometidas para a COP 30. O projeto se estende por 5 km, da avenida Júlio César, no bairro da Marambaia, até as margens da Baía do Guajará, atravessando seis bairros da capital paraense.
Com orçamento total de R$ 173 milhões, sendo R$ 150 milhões provenientes da Itaipu Binacional e R$ 23 milhões da Prefeitura de Belém, a obra é gerida pela Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan).




