Mulher de 43 anos é resgatada de cárcere privado em Araras (SP)

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Mulher de 43 anos vivia em cárcere privado há anos em Araras (SP) — Foto: GCM

Uma mulher de 42 anos e o filho de 13 anos foram resgatados na noite de sábado
(7), no Centro de Araras (SP), em situação de cárcere privado. O marido dela, de
56 anos, foi preso e permanece à disposição da Justiça. Ele é pai do garoto.

De acordo com a Guarda Civil Municipal (GCM), a ocorrência foi registrada por
crimes de sequestro e cárcere privado, ameaça, abandono intelectual, injúria e
violência psicológica contra a mulher.

A delegada da Delegacia da Mulher (DDM) responsável pelo caso, Evelyn Kafa,
afirmou que a vítima mantinha um relacionamento com o suspeito havia 26 anos.
Segundo a delegada, a polícia investiga há quanto tempo a mulher e o filho
estavam em situação de cárcere privado.

Ainda segundo a delegada, a casa tinha restrições de acesso e algumas janelas
estavam vedadas com madeira. A vítima saía de casa apenas em raras ocasiões e
sempre acompanhada pelo companheiro.

Segundo a GCM, a equipe realizava patrulhamento quando foi abordada por um
parente da vítima que pediu ajuda, afirmando que a mulher estava vivendo em
cárcere privado e precisava ser socorrida.

Os agentes foram até o endereço indicado e conseguiram retirar do local a vítima
e o filho dela, de 13 anos. Conforme a guarda, o adolescente nunca frequentou a
escola por proibição do pai e é analfabeto.

A mulher relatou que o marido estava trabalhando a cerca de duas ruas da
residência e que havia uma arma de fogo dentro do veículo dele. Os agentes foram
até o local, abordaram o suspeito e fizeram buscas, mas encontraram apenas uma
réplica de arma de fogo dentro do carro.

A vítima e o filho foram levados para atendimento médico e, em seguida,
encaminhados à delegacia. O homem foi preso em flagrante.

A mulher contou às autoridades que sofria ameaças constantes de morte e que era
impedida de sair de casa sozinha havia anos. Segundo ela, o companheiro também
não permitia que o filho frequentasse a escola.

A irmã da vítima afirmou que passou a desconfiar da situação há cerca de um ano,
após receber ligações nas quais a mulher relatava episódios de violência
doméstica.

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