Desembargador vai ao local onde PM foi encontrada morta em SP

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Polícia Civil pediu a exumação do corpo de Gisele para o “total esclarecimento dos fatos”. A Justiça de São Paulo atendeu ao pedido, informou a SSP (Secretaria de Segurança Pública).

A morte de Gisele foi registrada inicialmente como suicídio, mas passou a ser apurada como “morte suspeita” no dia 20 de fevereiro. O caso está tramitando sob sigilo, segundo o Tribunal de Justiça, por se tratar de um inquérito policial que apura suposto crime de feminicídio. Assim, outros detalhes não poderiam ser passados.

Defesa do desembargador Cogan disse ao Fantástico, da TV Globo, que ele foi chamado ao apartamento como amigo do tenente-coronel. Segundo a defesa, eventuais esclarecimentos serão dados à polícia judiciária.

O UOL tenta localizar a defesa do desembargador, entrou em contato com o TJ-SP e com o advogado do tenente-coronel. O espaço segue aberto para manifestação.

Militares que atenderam a ocorrência no dia 18 de fevereiro afirmaram que, quando chegaram ao apartamento, manobras de reanimação eram realizadas na soldado. A mulher foi socorrida em estado grave e levada ao Hospital das Clínicas, na região central da capital. A morte dela foi constatada às 12h04.

Mãe da vítima disse à polícia que o relacionamento da filha com Geraldo era “extremamente conturbado”. Ela afirmou que o tenente-coronel era uma pessoa abusiva e muito violenta, que proibia a vítima de usar batom, salto alto e perfume, além de cobrá-la rigorosamente para realizar várias tarefas domésticas.

Caso você esteja pensando em cometer suicídio, procure ajuda especializada como o CVV (Centro de Valorização da Vida) e os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade. O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil.

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie. Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares. Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — Central de Atendimento à Mulher — e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

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