A mulher do ministro do STF, Alexandre de Moraes, quebrou o silêncio e divulgou uma nota sobre os serviços prestados ao Banco Master. O contrato do escritório Barci de Moraes, com Viviane Barci de Moraes, previa o pagamento de R$ 3,5 milhões mensais, atingindo R$ 129 milhões em três anos.
A negociação foi encerrada após o Banco Central liquidar a instituição em novembro de 2025. Os filhos do casal também são sócios do escritório, que ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso.
O escritório Barci de Moraes afirma ter realizado 94 reuniões de trabalho, sendo 79 presenciais na sede do Master. Além disso, produziu 36 pareceres sobre diversos temas. Cerca de 15 advogados e três escritórios especializados foram mobilizados para prestar serviços ao banco.
A nota revela que duas equipes jurídicas atuaram no contrato, analisando documentos, debatendo problemas jurídicos e desenvolvendo o objeto contratual. Foram realizadas reuniões regulares entre a equipe e as lideranças do Banco Master em uma extensa rotina de trabalho.
Entre os serviços prestados, destacam-se a revisão da Política de Captação, programa de Compliance & PLDFT, a elaboração de diversos pareceres legais e o apoio à alta administração do banco.
A atuação do escritório incluiu a implementação do Novo Código de Ética e Conduta do Banco Master, com consultoria sobre temas do mercado financeiro. Também foram realizadas análises e estratégias em diversas áreas-chave da instituição financeira.
Os desdobramentos futuros desse episódio envolvendo o contrato entre Barci de Moraes e o Banco Master ainda são incertos. A transparência em relação aos detalhes do serviço prestado é uma demanda crescente no cenário jurídico atual.
A revelação dos detalhes do contrato gera reflexão sobre a governança e conformidade no setor jurídico-financeiro. O caso levanta questionamentos sobre os padrões de atuação, transparência e ética no segmento, alimentando debates entre especialistas e órgãos reguladores.




