Agricultores protestam no começo da Expodireto Cotrijal

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Antes mesmo da abertura oficial da 26ª Expodireto Cotrijal, na manhã desta segunda-feira, em Não-Me-Toque, ocorreu um amplo protesto de agricultores promovido pela APER, a Associação de Produtores e Empresários Rurais. O objetivo da associação, sem ligação política, é fortalecer o setor agrícola e defender as causas do campo.

O grupo intitulado “Luto pelo agro. Se não lutar, ele morre” reuniu cerca de 300 produtores rurais, mesmo em um dia frio e chuvoso. Eles carregavam cruzes pretas e um caixão coberto com a bandeira do Rio Grande do Sul, reivindicando securitização para o endividamento que atinge muitos agricultores gaúchos.

Arlei Romero, líder do protesto, destacou a importância do produtor rural e pediu respeito por parte de todos os elos da corrente, incluindo Governo, sistema financeiro e iniciativa privada. Após os discursos, os manifestantes seguiram para a Expodireto, levando suas reivindicações a empresas de sementes transgênicas e instituições financeiras.

Segurando uma faixa com a frase “Securitização já”, o produtor Rodrigo Carassa mostrou a necessidade do alongamento das dívidas dos agricultores, enfatizando que não buscam perdão das dívidas, mas sim condições justas de pagamento. Rodrigo também criticou o baixo preço dos produtos e a cobrança excessiva de royalties.

Após a caminhada, os manifestantes ingressaram no pavilhão da Expodireto durante a abertura oficial do evento. O protesto foi pacífico e sem tumultos, fortalecendo as reivindicações dos agricultores gaúchos.

Os agricultores buscam soluções para o endividamento que afeta o setor, além de melhores condições de pagamento e preços justos para seus produtos. A mobilização reflete a preocupação e necessidade de apoio à classe agrícola, promovendo o debate sobre os desafios enfrentados no campo.

O protesto dos agricultores gaúchos na Expodireto Cotrijal evidencia as dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais, desde o endividamento até a cobrança de royalties considerados abusivos. As reivindicações buscam soluções e apoio para o setor agrícola, destacando a importância do diálogo e suporte para garantir a sustentabilidade no campo.

O engajamento dos agricultores demonstra a união e determinação da classe em buscar melhores condições e reconhecimento para o trabalho no campo. A repercussão do protesto destaca a urgência de medidas que atendam às demandas dos produtores rurais, visando o desenvolvimento e fortalecimento do agronegócio no Rio Grande do Sul e no Brasil como um todo.

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