Recentemente, o Colégio Pedro II (CPII) tem sido alvo de cobranças por parte de pais, alunos e professores para a implementação de um protocolo de combate ao assédio, que, apesar de aprovado duas vezes em 2025, ainda não foi colocado em prática. A situação veio à tona após o caso de estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, onde dois dos envolvidos são alunos do colégio. O CPII, uma das instituições mais tradicionais do Rio de Janeiro, tem quase 200 anos de história e formou ex-presidentes, ministros e diversos artistas.
Exposição da cultura misógina
Um dos réus do estupro coletivo, Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, aluno do CPII, chamou atenção ao se entregar à polícia usando uma camisa com a frase “Regret nothing” (Não se arrependa de nada, em português), o que expôs ainda mais a cultura misógina que pode estar presente na instituição de ensino.
Reações iniciais
Os grêmios estudantis convocaram um ato em protesto pela falta de implementação do Plano Setorial de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação no colégio. As discussões sobre o tema foram intensificadas após a revelação do estupro coletivo e membros do conselho do CPII afirmaram compromisso em implementar a política com seriedade, mesmo diante de problemas jurídicos que impediram a execução até o momento.
Em entrevista ao DE, a professora Priscila Bastos explicou que o plano visa aprimorar as políticas institucionais para combater o assédio, permitindo uma abordagem mais eficiente em casos de denúncias. A proposta inclui a criação da Comissão Permanente para a Prevenção e Enfrentamento aos Assédios Moral e Sexual, com o objetivo de acolher, orientar e acompanhar denunciantes de forma independente.
Decisões e consequências
Embora o CPII tenha avançado na criação do plano de combate ao assédio, a falta de implementação efetiva despertou críticas e mobilizou a comunidade escolar. A expectativa é que, diante dos recentes acontecimentos, a instituição possa reavaliar e acelerar a execução do protocolo para garantir um ambiente mais seguro e inclusivo para todos os alunos e funcionários.




