Homem é preso após agredir criança suspeita de ato análogo a tentativa de roubo
O homem que foi preso após se identificar como membro de uma facção criminosa e bater em uma criança de 10 anos teve a prisão mantida após audiência de custódia, nesta segunda-feira (9). A ação foi registrada por testemunhas no calçadão da Beira-Mar, ponto turístico de Fortaleza, neste domingo (8).
“Você sabe que aqui é CV” e “não vem roubar aqui” foram frases ditas por João Lucas Oliveira Ramos, de 28 anos, enquanto agredia a criança, conforme documento da audiência de custódia ao qual o DE teve acesso.
João Lucas foi autuado pela Polícia Civil pelos crimes de integrar organização criminosa e lesão corporal.
O homem deu tapas no garoto e afirmou que a região, na Praia de Iracema, era dominada pela facção carioca Comando Vermelho. A criança é suspeita de ato infracional análogo ao crime de furto e estaria sendo repreendida pelo suspeito. Os vídeos viralizaram nas redes sociais.
A Polícia Militar informou que a criança era suspeita de tentativa de roubo. Entretanto, a decisão judicial da audiência de custódia tratou o caso como ato infracional análogo a furto.
PRISÃO PREVENTIVA
Após ser detido neste domingo (8), João Lucas passou por audiência de custódia na Justiça Estadual e teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva.
Na decisão, o juiz da 17ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza considerou que a soltura do suspeito traria risco de lesão à ordem pública, diante da gravidade elevada da conduta dele.
Segundo o documento, há indícios robustos de que João Lucas integra uma organização criminosa armada. A decisão considerou, também, que o crime ocorreu em uma das avenidas mais movimentadas de Fortaleza, num horário em que havia muitas pessoas no local.
“Tal comportamento revela a existência de uma prática delituosa organizada e afrontosa às instituições, configurando ameaça à ordem pública, já que nem mesmo a grande quantidade de postos policiais no local foi suficiente para inibir a conduta do agente de propagar e promover organização criminosa, o que gerou, inclusive, grande repercussão social”, diz o documento.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), não houve ocorrência registrada contra a criança. Ainda segundo a pasta, o agressor possui antecedentes criminais por estelionato e crime contra a administração pública.
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