Jair Bolsonaro completa hoje o primeiro semestre de prisão por crimes contra a Constituição, incluindo tentativa de golpe de estado. No sábado, ao celebrar 71 anos, sua perspectiva é cumprir sentença até os 98 anos, como estabelecido pelo STF.
Apesar da situação, Bolsonaro transformou a política em passatempo na prisão, nomeando o filho Flavio Bolsonaro, potencial candidato presidencial, pelo PL, partido com expressiva atuação no Congresso.
O objetivo do ex-presidente é montar um mapa eleitoral para garantir posições para a família na folha de pagamentos do Legislativo e buscar 42 votos fiéis no Senado, planejando possíveis pedidos de impeachment a juízes do STF no futuro.
Jair Bolsonaro tem imposto ao PL candidaturas familiares, como de Michelle em Brasília, Rogéria no Rio, Carlos e Jair Renan em Santa Catarina, e Eduardo em São Paulo, além de buscar alianças para garantir a bancada aliada no Senado.
“O negócio do Jair não é eleger filho Flavio presidente. Se acontecer, não vai lamentar”, mencionou uma fonte próxima do ex-presidente sobre as estratégias políticas de Bolsonaro na prisão.
O cenário político mostra Flavio Bolsonaro em segundo lugar nas pesquisas, com 35%, próximo a Lula com 40%, ao mesmo tempo que Bolsonaro planeja utilizar recursos financeiros consideráveis do PL para financiar candidatos no pleito futuro.
A possível vingança de Bolsonaro pela condenação à prisão passa por garantir uma bancada aliada no Senado, com 42 votos, buscando tumultuar o ambiente político e colocando juízes do STF em situação delicada com pedidos de impeachment previstos para 2027.
O ex-presidente Jair Bolsonaro articula sua estratégia política desde a prisão, transformando o cenário eleitoral em um jogo complexo de articulações e alianças, visando vingança e fortalecimento da família no cenário político nacional.




