O GPA, grupo responsável pelos supermercados Pão de Açúcar, fechou um acordo com credores para um plano de recuperação extrajudicial no valor de R$ 4,5 bilhões. A medida visa reorganizar as finanças, evitando recorrer à recuperação judicial, garantindo a continuidade das operações da empresa.
O Grupo Pão de Açúcar enfrenta dificuldades financeiras devido a diversos fatores, como a baixa demanda em momentos de inflação alta de alimentos e juros elevados. Esses eventos impactaram os resultados da companhia ao longo do tempo, levando a prejuízos recorrentes desde 2022.
Esse acordo envolve cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas, com o intuito de reestruturar as finanças da empresa. A recuperação extrajudicial permite a renegociação direta das dívidas com os credores, fora do âmbito judicial, buscando melhores condições e prazos de pagamento para evitar problemas mais graves, como a falência.
O plano já recebeu aprovação unânime do conselho de administração e apoio de credores que detêm 46% dos créditos envolvidos, equivalente a cerca de R$ 2,1 bilhões, ultrapassando o mínimo exigido pela legislação para iniciar as negociações.
No comunicado ao mercado, o GPA mencionou que o objetivo é fortalecer o balanço da empresa, resolvendo problemas de liquidez a curto prazo e garantindo a sustentabilidade financeira no longo prazo. As lojas seguem operando normalmente, com pagamento em dia aos fornecedores e parceiros comerciais.
O plano prevê uma suspensão temporária dos pagamentos das dívidas durante as negociações por 90 dias. A empresa espera obter apoio da maioria dos credores para uma solução definitiva para reorganizar o endividamento. As dívidas trabalhistas e com fornecedores não estão inclusas no plano.
Com mudanças internas na gestão, o GPA registrou prejuízos desde 2022, o que gerou incertezas sobre a continuidade operacional da companhia. Iniciativas para reduzir riscos, como negociações com credores para alongar prazos e reduzir custos, já vinham sendo adotadas.
O grupo Coelho Diniz assumiu como principal acionista, enquanto o grupo francês Casino detém uma fatia significativa. Após um prejuízo líquido em 2025 e dívida líquida de R$ 2 bilhões, o GPA busca, com o acordo, reverter a situação e manter suas operações para garantir a continuidade dos negócios.




