Delegado da PF que indiciou Bolsonaro é nomeado assessor de Alexandre de Moraes no STF

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O delegado da Polícia Federal (PF), Fábio Alvarez Shor, que indiciou Bolsonaro, foi nomeado como assessor de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF). A portaria de nomeação foi assinada por Edson Fachin, presidente da Corte, e publicada no Diário Oficial da União.

Moraes solicitou a transferência de Shor da PF para o seu gabinete no início do mês. A confirmação dependia de trâmites burocráticos. Shor foi escolhido pelos inquéritos que relatou, aproximando-o profissionalmente de Moraes.

Você da Polícia Federal que está me vendo, um forte abraço. Você também, olha lá, a depender de quem for, já está sem visto, né. Isso é outra coisa que a gente tem falar. Vou ter que baixar a imagem do Fábio Shor”, disse Moraes.

Shor foi criticado por advogados no julgamento do golpe de Estado, principalmente por Jeffrey Chiquini. Chiquini acusou Shor de produzir relatórios com informações falsas. Além dos inquéritos sobre tentativas de golpe, Shor investigou fraudes e escândalos com supervisão de Moraes.

Shor e sua equipe identificaram a tentativa de assassinato de Moraes. Especialista em contrainteligência, Shor chefiava a Divisão de Investigações e Operações de Contrainteligência da PF. No STF, atuará como assessor de Moraes em inquéritos sob sua relatoria.

A nomeação de Shor gerou repercussões e sua indicação foi vista com cautela. Os próximos passos e impactos dessa escolha serão observados de perto pela comunidade jurídica e política.

A escolha de Fábio Shor como assessor de Moraes no STF reflete a complexa relação entre ética, política e justiça no atual cenário brasileiro, levantando questionamentos e debates importantes sobre o papel das instituições públicas no país.

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