Alunos e professores do Colégio Pedro II fizeram um protesto no início da tarde desta terça-feira (10) em frente ao campus São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. O grupo se reuniu na porta da unidade para se manifestar após o caso de estupro coletivo que aconteceu em Copacabana, em janeiro deste ano, e envolveu dois estudantes do colégio — um deles é menor de idade.
Durante o ato, os manifestantes pediram providências do poder público e a ampliação de políticas educacionais que abordem temas como gênero e sexualidade, com o objetivo de prevenir casos de violência.
Os participantes levaram cartazes e bandeiras durante a manifestação, com frases como “Nós estamos juntas” e “Sem mulheres, sem revolução”.
Também nesta terça, a Justiça do Rio manteve a internação do adolescente investigado por participação no crime. A audiência aconteceu na Vara da Infância e Juventude. O menor se entregou na sexta passada (6) e está em uma unidade socioeducativa.
Os participantes e os envolvidos
Quatro jovens são réus por estupro, com o agravante de a vítima ser menor de idade, e também por cárcere privado: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos; João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos; Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos; Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos.
O adolescente que convidou a vítima também é investigado por ato infracional análogo ao crime. Por se tratar de um menor, a identidade não será divulgada.
Detalhes do ocorrido
Segundo o inquérito da 12ª DP (Copacabana), a vítima foi convidada por um adolescente, ex-namorado, para ir ao apartamento de um amigo dele, na noite de 31 de janeiro, na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana. Esse rapaz teria pedido que a jovem levasse uma amiga, mas, como ela não conseguiu, a adolescente foi sozinha.
Esse rapaz teria pedido que a jovem levasse uma amiga, mas, como ela não conseguiu, a adolescente foi sozinha. No elevador, o rapaz avisou que mais amigos estavam no local e sugeriu que fariam “algo diferente”, o que, segundo a vítima, ela recusou. Já no apartamento, ela foi levada para um quarto e, enquanto mantinha relação sexual com o ex, outros 4 rapazes entraram no cômodo.
A vítima relatou que, após insistência do adolescente, concordou apenas que os amigos permanecessem no quarto, desde que não a tocassem. No entanto, segundo o depoimento, os rapazes tiraram a roupa, passaram a beijá-la e apalpá-la, forçando-a a praticar sexo oral e sofrendo penetração por todos. Ela afirmou ainda que levou tapas, socos e um chute na região abdominal. Tentou sair do quarto, mas foi impedida.
Repercussões sociais
No dia 2 de março, uma jovem procurou a polícia e denunciou ter sido estuprada por pelo menos dois investigados no caso da adolescente. Segundo o relato, o crime teria ocorrido quando ela tinha 14 anos. Atualmente, a jovem está com 17.
Ela contou aos investigadores que mantinha um relacionamento com um dos envolvidos — o único menor de idade apontado no caso — que também é citado como participante do estupro coletivo já investigado. A adolescente relatou que foi convidada a ir até a casa de Matheus Veríssimo Zoel Martins, 19 anos, outro investigado no caso.
Decisões e desdobramentos
O adolescente que convidou a vítima também é investigado por ato infracional análogo ao crime. Por se tratar de um menor, a identidade não será divulgada. Atualmente, ele está em uma unidade socioeducativa, aguardando decisões judiciais.
Os alunos e professores do Colégio Pedro II continuam a se manifestar em busca de justiça e de políticas educacionais mais eficazes para a prevenção de casos de violência. A sociedade acompanha de perto o desenrolar dessas investigações, clamando por punições severas e medidas preventivas mais eficazes.




