Escolha do segundo candidato ao Senado em São Paulo divide bolsonarismo

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Enquanto Jair Bolsonaro prefere o nome do vice-prefeito paulistano, Mello Araújo (PL), de quem é próximo desde os tempos da Presidência da República. Já o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que seria o candidato caso não tivesse deixado o país, tem como atual favorito o deputado federal Mário Frias (PL) — anteriormente, seu indicado era o deputado estadual Gil Diniz (PL). Tarcísio, por sua vez, que esteve com Bolsonaro no mês passado, não quer nenhum dos três e defende um nome mais ao centro para a composição.

A demora para a definição ocorre no momento em que o campo do presidente Lula (PT) mira nas ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB) como seus nomes favoritos para a empreitada, embora a decisão não tenha sido tomada. Mesmo assim, a possibilidade da chapa feminina e de perfil mais centrista fez o entorno de Tarcísio se movimentar para que o escolhido seja não apenas um nome de centro, mas também competitivo.

O primeiro candidato conservador ao Senado está definido e será Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública do estado. Seu suplente será o advogado Vicente Santini, que deixará nas próximas semanas o cargo de assessor especial de Tarcísio em Brasília.

Em visita a Bolsonaro, há um mês, o governador paulista fez a defesa de seu ponto de vista. Para Tarcísio, segundo aliados, há o risco de o grupo político não eleger senadores em 2026, embora Derrite esteja bem colocado nas pesquisas. Mas a aposta em uma dobradinha bolsonarista, na avaliação de pessoas próximas a Tarcísio, poderia dispersar os votos, sobretudo do eleitor conservador moderado.

No fim de fevereiro, durante evento na Alesp em homenagem a Valdemar Costa Neto, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que a decisão será tomada em consenso e divulgada em 30 de março.

– Com relação ao Senado, a gente está aguardando ainda mais informações, tem que conversar, essa é uma decisão que passa pelo Eduardo Bolsonaro e pelo presidente Bolsonaro, e vamos fazer questão de estar alinhado com o governador Tarcísio também. É um palanque em muita sintonia e com muita vontade de todo mundo se ajudar — disse Flávio.

Dos nomes estudados é o da deputada federal Rosana Valle (PL-SP). Ligada à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a parlamentar diz que seu foco é a campanha à reeleição, mas não descarta a empreitada caso seu nome seja viável.

Outro postulante da direita, mas atualmente distante do campo bolsonarista, o deputado federal Ricardo Salles (Novo) foi anunciado pelo partido como pré-candidato ao Senado e gostaria de ser o escolhido por Bolsonaro e aliados, o que é considerado difícil até por ele.

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