Uma operação do Ministério Público estadual (MPRJ) prendeu, na manhã desta terça-feira (10), 15 policiais, entre militares, penal e civil.
A operação contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar, da Secretaria de Administração Penitenciária e da Polícia Civil.
De acordo com a investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPRJ, os policiais tinham escala, salário, folgas e até aumentos pagos pelo bicheiro Rogério Andrade. Eles são suspeitos de bater ponto como seguranças do contraventor e em suas bancas do jogo do bicho.
O cerco se fecha ao redor de Rogério Andrade
Além dos policiais, a 1ª Vara Especializada de Crime Organizado, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, decretou um novo mandado de prisão contra Rogério, que já está preso.
Segundo o MP, só com segurança pessoal, Rogério Andrade gastava R$ 207 mil mensais em 2022.
As investigações do MP listaram as funções dos envolvidos no esquema. Os policiais tinham a função de garantir a segurança dos pontos de jogo do bicho. Também recolher o dinheiro desses pontos e entregar no escritório de Rogério Andrade, na Barra da Tijuca. Além disso, distribuir a propina nas unidades onde eram lotados.
Reações e aprofundamento das denúncias
Segundo promotores, os policiais combinavam o pagamento de propina em troca de mensagens. Washington Ferreira dos Santos, o “WT”, diz a seu superior no esquema, o policial Ademir Rodrigues Pinheiro que entregue uma “encomenda” ao patrão, no caso, Rogério Andrade.
O bicheiro também é chamado de “tio”. Ademir chefiava a segurança dos pontos do bicho em Bangu, na Zona Oeste, e ganhava R$ 50 mil mensais de Rogério Andrade.
Ademir, segundo as investigações, gerenciava uma equipe numerosa e lembrou seus feitos:
Desdobramentos e desfecho da operação
Os 20 suspeitos respondem por organização criminosa armada e corrupção. A Justiça afastou os policiais de suas funções e suspendeu o porte de arma de todos os acusados.
Quatro dos procurados são considerados foragidos.
Os PMs Leandro Oliveira da Silva e Rafael Dias Vaz Alves; o policial penal aposentado Paulo Batista da Silva e o policial civil aposentado Francisco Carlos Cardozo.
As polícias Civil e Militar declararam que não compactuam com desvios de conduta. As duas corporações e a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) disseram que vão abrir processos internos contra os suspeitos.




