Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, é acionado na Justiça por dívida milionária
O Banco de Brasília (BRB) acionou a Justiça para cobrar uma dívida de R$ 799 mil do ex-presidente Paulo Henrique Costa, investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de irregularidades em transações entre o BRB e o Banco Master. O processo foi aberto na segunda-feira (9) e tramita na 3ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais e Conflitos Arbitrais de Brasília.
De acordo com o BRB, Paulo Henrique Costa deixou de pagar as parcelas de quatro empréstimos que contraiu com o banco entre junho de 2021 e outubro de 2024. Tabelas anexadas ao processo indicam que as parcelas não são pagas desde dezembro – mês seguinte ao afastamento e à demissão de Paulo Henrique Costa na esteira da operação Compliance Zero.
Acusação de inadimplência e dívida milionária
O total da dívida é de R$ 799.435,79. O banco pede para a Justiça expedir um mandado de citação, penhora e avaliação contra Paulo Henrique no valor da dívida – somando, ainda, o valor das custas do processo a 20% de honorários advocatícios. O objetivo é a penhora dos bens do ex-presidente do BRB para quitar a dívida.
Caso a Justiça não encontre bens, o banco pede que seja penhorado 30% do salário de Paulo Henrique.
Investigações e suspeitas
Paulo Henrique Costa é investigado no inquérito do STF que investiga a tentativa do BRB de comprar o Banco Master. A negociação foi barrada pelo Banco Central no ano passado. Além disso, a Polícia Federal apura a venda de ações do BRB a outros investigados nesse caso.
Conforme apurou a TV Globo, uma auditoria externa contratada pela nova gestão do BRB e enviada à PF identificou que Paulo Henrique centralizou as operações comerciais com o Master e a busca dos novos acionistas. Paulo Henrique Costa foi afastado do cargo pela Justiça em novembro de 2025.
Desdobramentos e aprofundamentos
Dono do banco Master e ex-presidente do BRB divergem em depoimentos no STF. O processo judicial traz à tona não apenas uma questão financeira, mas também envolve denúncias de supostas irregularidades em transações comerciais de grande escala.
A busca por esclarecimentos e responsabilidades se torna cada vez mais urgente diante do contexto complexo e das ramificações dessas operações. A transparência e a aplicação da lei são fundamentais para a integridade do sistema financeiro e o combate à corrupção.




