Ministro do Irã declara: país não participará da Copa do Mundo

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Ministro do Irã diz que país não jogará a Copa do Mundo

O Irã avançou uma casa no processo de desistir de disputar a Copa do Mundo, a partir do junho, nos EUA, México e Canadá. Sob ataques americanos e israelenses há duas semanas, o país lida com impactos em suas seleções. Nesta quarta-feira, o ministro do Esporte, Ahmad Donyamali, declarou que a equipe masculina não participará do torneio da Fifa.

A possibilidade de os iranianos renunciarem à vaga – conquistada com ótima campanha nas eliminatórias asiáticas – já era debatida informalmente, mas agora ganha a voz de uma autoridade local, ainda que não haja uma comunicação formal.

O regulamento da Copa do Mundo, publicado em maio do ano passado, tem um artigo, o sexto, dedicado a desistências. Ele não estabelece um critério claro para substituição.

Opções de substituição

O Irã se classificou para a Copa com relativa tranquilidade. Teve a melhor campanha do Grupo A das eliminatórias asiáticas, com 23 pontos, e garantiu vaga direta no torneio. A classificatória avançou até uma sexta fase, de repescagem local, em que o Iraque bateu os Emirados Árabes Unidos e se colocou como o representante do continente nos play-offs mundiais, que acontecem no fim do mês.

Os iraquianos vão duelar contra Bolívia ou Suriname, que se enfrentam dias antes, por um lugar na Copa. São, portanto, uma das opções da Fifa caso o Irã desista do torneio – o que poderia beneficiar Bolívia ou Suriname, que estariam então a um jogo de avançarem para o Mundial. Outra seleção de olho nos desdobramentos é a dos Emirados Árabes Unidos, a próxima da fila asiática.

A Fifa tem tentado lidar com a situação de forma diplomática, no esforço de evitar a desistência do Irã – e crê que há tempo para que o conflito seja atenuado.

Cenário complexo

Na noite de terça-feira, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou, em suas redes sociais, ter se encontrado com o presidente americano, Donald Trump, de quem se tornou muito próximo nos últimos meses, e que ele teria reiterado que “a seleção iraniana é, naturalmente, bem-vinda para competir no torneio”.

Não bastou para amenizar as críticas iranianas. Na manhã seguinte, o ministro do Esporte local, Ahmad Donyamali, disse a uma TV estatal que a equipe não irá aos EUA – o Irã tem dois jogos programados em Los Angeles e um em Seattle pelo Grupo G, com Bélgica, Egito e Nova Zelândia.

O governo da Austrália concedeu asilo a atletas da seleção iraniana que estavam no país para a disputa da Copa da Ásia, o que gerou desdobramentos e interpretações sobre o protesto das jogadoras na estreia contra a Coreia do Sul.

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