Rock in Rio 2026: Decisão judicial após denúncias de trabalho escravo

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O festival Rock in Rio 2026 deverá cumprir uma série de determinações da Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro após ser alvo de denúncias de trabalho escravo durante a edição de 2024. A decisão em caráter de urgência exige medidas imediatas para regularizar as jornadas de trabalho, garantir contratos adequados com terceirizados e prover estruturas e alimentação adequadas aos prestadores de serviço.

O Ministério Público do Trabalho destacou que o festival já foi alvo de denúncias anteriores relacionadas a trabalho escravo e que a ocorrência de tais situações em um evento grandioso como o Rock in Rio não pode mais ser tolerada pela sociedade e pelo Estado.

DENÚNCIAS DE TRABALHO ESCRAVO NO ROCK IN RIO

De acordo com o relatório do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro, durante o Rock in Rio 2024, os trabalhadores terceirizados eram submetidos a jornadas exaustivas, dormindo em condições precárias e fazendo refeições em locais inadequados. A investigação revelou a falta de estruturas sanitárias decentes e a inexistência de vestiários apropriados.

Além das determinações para o Rock in Rio, a Justiça impôs multa diária por descumprimento das obrigações, multas por trabalhadores prejudicados e exigiu indenização por danos morais para as vítimas, assim como indenização por danos morais coletivos.

RELAÇÃO COM A FBC BACKSTAGE EVENTOS LTD.

As determinações judiciais valem também para a empresa FBC Backstage Eventos Ltda., contratante dos trabalhadores submetidos a condições degradantes no Rock in Rio 2024. O Ministério Público do Trabalho considera a empresa solidariamente responsável pelas obrigações e pedidos formulados.

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