Para Lula (PT), a nova pesquisa Quaest apontando empate com Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial — ambos com 41% — não chegou a ser surpresa. O desânimo já circulava no terceiro andar do Palácio do Planalto desde a terça-feira (10), quando levantamentos internos de tracking diário indicavam o senador à frente do petista. O avanço de Flávio também acelerou o movimento do presidente do PSD, Gilberto Kassab, para definir o candidato do partido. A intenção inicial era adiar a decisão até abril.
Haddad no banco
O cenário reforçou avaliações entre aliados do governo e setores do mercado financeiro próximos ao Planalto de que Lula poderia abrir mão da candidatura e apoiar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Sem herdeiro político
Nos bastidores, avalia-se que Lula não gostaria de encerrar a carreira política com derrota para o filho de seu principal adversário, sem deixar um herdeiro político consolidado.
Ratinho favorito
Entre os nomes avaliados pelo PSD, o mais provável é o governador do Paraná, Ratinho Jr., considerado por Kassab como o candidato com maior margem de tempo e espaço para crescer eleitoralmente.
Posição destacada
Levantamento recente do instituto Paraná Pesquisas aponta Haddad como o nome petista mais competitivo em eventual substituição a Lula.
Tendência
Em agosto do ano passado, pesquisa Quaest indicava Lula com 16 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro. A diferença caiu para dez pontos em dezembro e chegou ao empate neste mês.
Linhas cruzadas
O crescimento de Flávio Bolsonaro, reduzindo em pouco mais de dois meses uma diferença de dez pontos, sugere que o senador pode ultrapassar o petista nos próximos levantamentos.
Acusou o golpe
Lula cancelou presença na posse do presidente chileno José Antonio Kast após saber que Flávio Bolsonaro também havia sido convidado para o evento.




