A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã está se revelando mais longa e complexa do que o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previu inicialmente. A Casa Branca esperava uma campanha militar breve, com impacto decisivo sobre a liderança iraniana, mas o desenrolar da guerra tem contrariado essas expectativas.
As avaliações foram apresentadas pelo correspondente-chefe de diplomacia europeia do The New York Times, Steven Erlanger, em entrevista à Al Jazeera, que destacou as dificuldades estratégicas enfrentadas por Washington à medida que o confronto se prolonga.
Alertas militares
Segundo Erlanger, autoridades militares de alto escalão já haviam advertido o governo norte-americano sobre a possibilidade de um conflito difícil e duradouro. Entre os alertas mencionados estava o risco de desgaste logístico e militar para os Estados Unidos.
De acordo com o jornalista, um dos avisos veio diretamente da chefia das Forças Armadas. “Ele foi advertido pelo general Cain, chefe das Forças Armadas, de que esta poderia ser uma guerra muito difícil e longa, que colocaria à prova o estoque de interceptadores dos Estados Unidos”, afirmou Erlanger.
Impactos no mercado de energia
À medida que a guerra se prolonga, os reflexos começam a atingir também os mercados globais de energia. Investidores e governos acompanham com preocupação a possibilidade de instabilidade no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o transporte de petróleo no mundo.
Erlanger apontou que o governo dos Estados Unidos pode não ter considerado plenamente o impacto geopolítico de uma eventual interrupção nessa passagem marítima crucial. “Não creio que tenham refletido completamente sobre o fechamento do Estreito de Ormuz”, afirmou o correspondente.




