Flávio Bolsonaro agradece Milei por conceder asilo a condenado do 8/1

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) agradeceu o presidente Javier Milei pela Argentina ter concedido, em 4 de março, asilo político a um condenado pelo 8 de Janeiro, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 2023.

No início do mês, a Conare (Comissão Nacional para Refugiados da Argentina) concedeu asilo para Joel Borges Correa, foragido da Justiça brasileira pelos ataques aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. Condenado a 13 anos e seis meses de prisão, Correa foi preso na Argentina em novembro de 2024.

Os dois encontraram-se no Chile, para a cerimônia de posse de José Antonio Kast como presidente do país. Direitista, Kast é filho de um imigrante alemão ex-integrante do partido Nazista e tem se posicionado contra a entrada de imigrantes no país.

Flávio foi convidado para a cerimônia de posse, o que gerou um mal-estar no Palácio do Planalto. A âncora da CNN Tainá Falcão apurou com fontes do Palácio do Planalto e do Itamaraty que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cancelou a ida ao evento para evitar o senador.

“Um grande abraço do meu pai, do meu irmão, e muito obrigado por ter sido o primeiro a reconhecer o primeiro asilo político de um brasileiro na Argentina. Há esperança”, disse Flávio a Milei na quarta-feira (11), ao que o presidente argentino respondeu: “Já ganhou”, em referência às eleições presidenciais brasileiras, que serão realizadas em outubro deste ano.

Segundo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o petista foi “pequeno” e “não respeita quem pensa diferente”.

Flávio foi escolhido por Bolsonaro como seu sucessor na disputa presidencial. O senador tem se vendido como sendo mais moderado do que o pai, sendo frequentemente chamado de “o Bolsonaro que se vacinou”, em relação à vacina contra a Covid-19, criticada pelo ex-chefe do Executivo durante a pandemia.

Embora o governo argentino afirme que a decisão da Conare é autônoma, pessoas envolvidas com julgamentos de extradições argumentam que a decisão final é do Executivo.

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