O ministro do STF Cristiano Zanin negou o pedido de Rodrigo Rollemberg para instaurar uma CPI sobre o Banco Master. A decisão foi divulgada em 12.mar.2026. A petição inicial apontava a inconstitucionalidade na omissão de Hugo Motta. Zanin justificou que não havia prova inequívoca da suposta omissão narrada.
Rollemberg alegou que a CPI contava com mais de 2/3 dos membros da Câmara dos Deputados, porém Zanin destacou que os argumentos eram insuficientes. O ministro apontou que o requerimento foi protocolado há pouco tempo, em 2 de fevereiro. Destacou ainda que Motta afirmou priorizar ordem de requerimentos com mesmo objeto, havendo 15 solicitações anteriores.
Apesar da negativa, Zanin reforçou que a Câmara pode instaurar a CPI do Master desde que cumpra as exigências necessárias. O ministro determinou que a Casa analise as alegações de Rollemberg conforme a Constituição e o Regimento Interno. Toffoli foi sorteado como relator, mas se declarou suspeito do caso por questões pessoais.
Na segunda-feira, o caso foi apresentado e a distribuição ocorreu na quarta-feira, sendo Toffoli sorteado. Contudo, o ministro se declarou suspeito com base em relações íntimas previstas no Código de Processo Civil. Toffoli reiterou que não há suspeição em relação a outros processos e se afastou do caso do Banco Master e da prisão de Daniel Vorcaro.
Dias Toffoli se declarou suspeito do caso do Banco Master por motivos de foro íntimo, conforme o artigo 145 do Código de Processo Civil. Esse afastamento não indica culpa, mas sim questionamento sobre a imparcialidade devido a vínculos pessoais. Toffoli também se declarou suspeito em relação à prisão de Daniel Vorcaro na mesma data.
O sorteio de Toffoli como relator do processo levou a sua declaração de suspeição. O ministro destacou que não há suspeição em relação aos processos da ‘Operação Compliance Zero’. A decisão de se afastar do caso do Banco Master e da prisão de Vorcaro será avaliada pela 2ª Turma do Supremo em plenário virtual a partir de 13.mar.
A suspeição de Toffoli no caso do Banco Master e da prisão de Vorcaro gera questionamentos sobre a imparcialidade do ministro. Toffoli se baseou em questões pessoais para se afastar dos casos, o que pode impactar a condução das investigações. A análise da 2ª Turma do Supremo é aguardada para validar o afastamento de Toffoli dos processos.
Diante da recusa do ministro Zanin em instaurar a CPI do Master, a decisão de acolher ou não as alegações de Rollemberg cabe à Câmara dos Deputados. O desdobramento dessa solicitação e a atuação da Casa em relação ao tema irão pautar o futuro das investigações sobre o Banco Master no cenário político nacional.




