A Corte Suprema de Brasil revogou a autorização para que um assessor de Trump, Darren Beattie, visitasse Jair Bolsonaro em prisão. A decisão foi tomada apenas dois dias após a aprovação do encontro.
O magistrado Alexandre de Moraes, relator do caso, baseou-se em um relatório da Cancillería brasileira. Beattie não havia informado sobre sua intenção de visitar o ex-mandatário preso.
A inicial autorização de De Moraes para a reunião entre Beattie e Bolsonaro foi solicitada pela defesa do ex-presidente. Eles pediram o adiantamento do encontro devido à agenda do funcionário dos EUA.
O chanceler Mauro Vieira alertou para a possibilidade de intervenção em assuntos internos do Estado. De Moraes, então, revogou a autorização e vetou a visita.
Beattie, atual assessor do Departamento de Estado dos EUA para Política de Brasil, planejava se encontrar com Flávio Bolsonaro, filho de Bolsonaro.
Nos últimos tempos, Beattie fez críticas a Moraes e apoiou sanções contra o juiz. Bolsonaro cumpre pena por um suposto golpe de Estado após as eleições de 2022.
A administração Trump impôs sanções a Moraes, tentando parar o julgamento de Bolsonaro. As sanções foram retiradas após Trump e Lula da Silva melhorarem as relações bilaterais.
A situação ressalta a complexidade das relações diplomáticas entre Brasil e EUA, com repercussões políticas e legais significativas.




