Em 2004, “Cidade de Deus” fez história no Oscar ao receber quatro indicações inéditas para o Brasil. Agora, em 2026, o país se destaca novamente com a indicação de “O agente secreto” em quatro categorias importantes.
Mas como foi a jornada de “Cidade de Deus” rumo às indicações? Lançado no Brasil em 2002, o filme não conseguiu a nomeação em 2003. Muitos acreditam que a Academia brasileira foi culpada, mas na verdade foram os americanos que não o selecionaram.
Os bastidores das indicações
No ano seguinte, a produção recebeu quatro indicações nas categorias de direção, roteiro adaptado, montagem e fotografia, surpreendendo a todos.
Para celebrar o sucesso e entender mais sobre essa reviravolta, o g1 entrevistou os principais envolvidos, como Fernando Meirelles e Bráulio Mantovani.
O que aconteceu afinal?
Apesar de não ter sido indicado em 2003, “Cidade de Deus” conquistou as quatro indicações no ano seguinte. A escolha do filme foi unânime no Brasil, mas foram os membros da Academia de Hollywood que não o selecionaram inicialmente.
O diretor Fernando Meirelles acredita que os votantes mais velhos da Academia não se identificaram com o filme, o que acabou mudando com a entrada de membros mais jovens em 2004.
A volta dos que não foram
Apesar da não-indicação em 2003, isso possibilitou que “Cidade de Deus” concorresse em diversas categorias em 2004, o que acabou beneficiando a carreira dos envolvidos.
A distribuidora internacional do filme, Miramax, investiu pesado na campanha para conquistar as quatro indicações, com destaque para o apoio de Harvey Weinstein, influente na época.
Conclusão
A trajetória de “Cidade de Deus” no Oscar foi marcada por reviravoltas e superações, mostrando o potencial do cinema brasileiro no cenário internacional. Ainda hoje, o filme é lembrado como um dos maiores marcos da cinematografia nacional.




