A equipe que cuida da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) considera que a absorção de votos do eleitor cativo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi concluída e agora mira em eleitores mais ao centro.
A avaliação foi confirmada pela pesquisa Quaest divulgada na quarta. O levantamento apontou que 92% dos eleitores autodeclarados bolsonaristas pretendem votar em Flávio Bolsonaro —o percentual era de 76% em dezembro.
A estratégia agora é dobrar a aposta no eleitor de centro. A intenção é diferenciar Flávio do pai. A avaliação é que Jair Bolsonaro perdeu em 2022 por causa de posições radicais.
A partir de sábado, o senador passa a rodar o Brasil com discurso de centro. O alvo é o eleitor independente, aquele que não se identifica com nenhum dos campos na polarização Bolsonaro x Lula.
Ao mesmo tempo, aliados reforçam as diferenças entre pai e filho. Eles ressaltam que Flávio tem os mesmos valores de Jair, mas é de uma geração posterior e, portanto, mais atualizado.
A chegada de uma equipe de marketing vai intensificar o movimento ao centro. Líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ) declarou que “tem muito mais coisa para vir”. Ele contou que profissionais de comunicação estão para chegar e focarão seu trabalho nos eleitores independentes.
Sóstenes ressalta que o militante raiz não pode ser esquecido. O deputado disse que o objetivo tem que ser conquistar 100% dos eleitores que votaram em Jair Bolsonaro porque a disputa contra Lula será bastante equilibrada e qualquer segmento faz diferença.
A mesma pesquisa que apontou avanço junto aos bolsonaristas indica dificuldades com o centro. O levantamento da Quaest mostrou que a maioria do eleitorado fora da polarização vê Flávio como radical.
A mesma pesquisa que apontou avanço junto aos bolsonaristas indica dificuldades com o centro. O levantamento da Quaest mostrou que a maioria do eleitorado fora da polarização vê Flávio como radical.
53% consideram Flávio tão radical quanto a família;
28% consideram mais moderado.
A pesquisa também revela ligeira vantagem a Lula entre os independentes. As respostas apontam que o presidente tem 29% de potencial de votos entre esta fatia da população. Flávio obteve 26%.
Interlocutores dizem acreditar que a situação vai mudar. Eles afirmam que o senador herdou os votos de Jair Bolsonaro porque não precisa fazer esforço para ser considerado de direita e conservador.




