Pouco após afirmar para o Metrópoles que o apresentador Ratinho segue contratado pelo SBT, o canal enviou uma nova nota exaltando o comunicador e firmando sua parceria com a emissora de Silvio Santos.
“Ratinho é um dos principais apresentadores e parceiros do SBT. O assunto foi tratado internamente com todos os envolvidos no episódio e já solucionado”, diz o comunicado.
Situação conturbada
Nesta semana, Ratinho e o SBT foram alvos de críticas após uma fala transfóbica do comunicador contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). Na quarta-feira (11/3), Hilton foi eleita para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara.
Em seu programa no SBT, na noite do mesmo dia, Ratinho questionou o fato de a comissão da Câmara ser liderada por uma mulher trans. “Ela não é mulher, ela é trans”, disse o apresentador em certo momento.
“Teve uma votação hoje, e deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Eu não achei muito justo, não. Tem tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans?”, completou.
Ele ainda disse: “Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias”.
Reações e desdobramentos
Nessa quinta-feira (12/3), Hilton protocolou pedido de investigação contra o apresentador. Ela solicita a abertura de inquérito policial e a prisão de Ratinho, o qual, se condenado, pode pegar até 6 anos de prisão.
“Sei que, pela audiência irrisória de seu programa, que até onde sei não agrada nem suas chefes no SBT, lhe resta apelar à violência. Porque o que o apresentador cometeu foi uma violência, um ataque, e não foi só contra mim”, afirmou a política em seu Instagram.
Defesa e posicionamento
Ao colunista Lucas Pasin, do Metrópoles, Ratinho negou a ofensa contra Hilton. “Talvez eu até converse com a Erika para que ela entenda o que eu quis dizer. Eu não a ofendi. E até aproveito esse espaço para pedir desculpas se ela considera que eu a ofendi. Mas repito, eu não a ofendi”, disse.
“Em nenhum momento falei mal de trans. Transfobia é você tratar mal o outro. E eu jamais fiz isso. Vou processar todos que me chamaram de transfóbico”, completou.
“Na minha opinião só existem dois gêneros, o masculino e o feminino. O restante é comportamento. E, comportamento, cada um pode ter da forma que achar melhor”, finalizou.



