Peritos e investigadores se reúnem nesta quarta (11) para tratar do caso da PM morta com um tiro na cabeça
O ex-marido da policial militar Gisele Alves Santana deverá prestar depoimento na tarde desta sexta-feira (13) na Polícia Civil de São Paulo para afirmar que a soldado “nunca teve a intenção de se matar” durante o período em que os dois foram casados.
Ela foi encontrada morta em 18 de fevereiro no apartamento onde morava com o atual marido, o tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Geraldo Leite Rosa Neto, de 53, no Brás, Centro da capital.
O caso, registrado inicialmente como suicídio, passou a ser investigado como morte suspeita. A hipótese de que a agente da PM se matou não foi descartada totalmente, mas também está sendo apurada a possibilidade de que a mulher possa ter sido vítima de feminicídio.
DE SUICÍDIO A MORTE SUSPEITA
Gisele tinha 32 anos. Geraldo tem 53. Foi ele quem deu a versão à Polícia Civil de que a esposa se suicidou e quem telefonou para a PM pedindo ajuda.
Segundo o coronel, após uma discussão, o oficial disse que pediu a separação e foi tomar banho. Um minuto depois, Gisele teria pegado sua arma e disparado contra a própria cabeça, pelo lado direito. Isso teria ocorrido sem ele ver.
A família da soldado, no entanto, contestou a hipótese de suicídio, apresentou relatos de que Gisele vivia uma relação tóxica com o coronel e pressionou por uma reavaliação do caso.
Outros pontos que levaram dúvidas à investigação sobre a versão de sucídio
Além disso, agentes que atenderam a ocorrência estranharam o fato de que a arma que matou Gisele estava ainda na mão dela _algo incomum em casos de suicídio.
Paralelamente à apuração da Polícia Civil, a Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) após receber denúncias anônimas relatando que o casal vivia uma relação marcada por ameaças, perseguição e instabilidade emocional atribuídas ao tenente-coronel.
Desfecho ou decisão
As investigações continuam em andamento.




