Polícia Civil investiga sumiço de mulher no Norte da Ilha, Florianópolis

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Polícia Civil investiga sumiço de mulher que mora no Norte da Ilha, em Florianópolis

Um casal foi preso em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, suspeito de estar envolvido na morte da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, em Santa Catarina.

Os presos eram vizinhos da vítima, um homem, de 27 anos, que estava foragido do estado de São Paulo, por um latrocínio, e a companheira dele, de 30. Eles teriam fugido para o RS.

O corpo da mulher foi encontrado esquartejado.

Absolutamente nada justifica uma crueldade dessa”, diz um familiar que prefere não ser identificado.

Investigação aponta para mais envolvidos

O corpo estava sem cabeça, pés e braços e foi encontrado por moradores, que viram um saco suspeito dentro de um córrego e chamaram a polícia. Os materiais genéticos foram submetidos a exames laboratoriais, como análises de DNA.

O conjunto de informações colhidas permitiu apontar que o tronco de um corpo feminino encontrado na cidade de Major Gercino, no dia 9, com sinais de esquartejamento e desmembramento, era o da vítima Luciane, afirma a Polícia Civil de SC.

Segundo a Polícia Civil de SC, Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5. O corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento da vítima, quando foi retirado, aponta a polícia.

A investigação continua, no intuito de colher outros elementos, porém, a dinâmica e a autoria desses crimes de latrocínio e de ocultação de cadáver já foram esclarecidos, complementa a polícia.

Compras suspeitas levam à descoberta

De acordo com a investigação, após o desaparecimento da corretora, compras teriam sido feitas utilizando o CPF da vítima. A partir dessas informações, a Polícia Civil passou a monitorar os endereços de entrega dos produtos, todos localizados em Florianópolis.

Durante o monitoramento, os policiais abordaram um adolescente de 14 anos que buscava algumas das encomendas. Ele afirmou que os produtos seriam destinados ao irmão.

Em um dos apartamentos da pousada, os policiais encontraram duas malas com pertences da corretora, além de diversos itens comprados em nome dela, como dois arcos de balestra, um controle de videogame e uma televisão. O carro da corretora, um HB20, também foi encontrado na pousada.

Depoimentos também indicaram que objetos da vítima teriam sido escondidos e que houve tentativas de dificultar o trabalho da polícia. Para o Ministério Público, os fatos apontam que o caso vai além de um crime patrimonial.

Mensagens suspeitas levam à descoberta do desaparecimento

Segundo Matheus Estivalet Freitas, Luciani mora sozinha e mandava mensagens todos os dias para a família. O último contato com ela ocorreu em 4 de março.

Na segunda-feira, no entanto, após receber mensagens suspeitas enviadas pelo celular da corretora — repleta de erros gramaticais —, a família decidiu registrar o desaparecimento na polícia.

De acordo com o irmão, Luciani atua como corretora e administradora de imóveis na praia do Santinho, área turística no Norte da Ilha.

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