Ruas com buracos e lama dificultam passagem de motoristas em Campinas
Moradores do Chácaras Gargantilha, em Campinas (SP), têm sofrido com o transporte público. Em meio as condições precárias das vias do bairro, sem asfalto e cheias de buracos, são comuns cenas de ônibus atolados e de quebras, como a da queda do volante com o veículo em movimento e até de uma porta que despencou durante o trajeto – assista acima.
O vigilante Rodrigo Delgado conta que mora na região desde 2003, e que não houve nenhuma melhora no bairro. Ele reclama não só das condições das vias, como também dos veículos utilizados.
“Sai roda do ônibus, semana passada saiu o volante na mão do motorista, Nossos motoristas são guerreiros aqui, porque às vezes quebra o ônibus e eles fazem serviços que nem são deles. Mas os ônibus que nós temos aqui são sucatas, então assim, até quando vai isso? Até quando acontecer um acidente na pista e matar as pessoas?”, diz.
A diarista Rosa da Silva conta que chegou a machucar a coluna em um acidente em que o ônibus entrou em um buraco no bairro. Para piorar, nem sempre há certeza de chegar no horário no serviço.
“Tem dia que nós chegamos nove horas no trabalho, porque hoje mesmo o ônibus parou aqui e desceu. Aí a gente não sabe se ele vai voltar indo até a cidade”, contou.
SÓ TEM BURACO AQUI
A equipe de reportagem da EPTV, afiliada TV Globo, embarcou em um veículo do transporte público para acompanhar um trecho da viagem pelo bairro. Logo de cara, o motorista alerta:
“Só tem buracos aqui, só valeta também, mas você vai ver, agora você vai ver”.
Logo no começo da viagem, foi possível observar um outro veículo quebrado, parado por problema na parte elétrica, segundo o motorista.
Com o problema, os passageiros terminaram a viagem a pé, seguindo para casa.
O QUE FAZER?
Em nota, o Setcamp (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros da Região Metropolitana de Campinas) afirmou que a operação das linhas no Chácaras Gargantilha é desafiadora por conta da falta de pavimentos nas ruas.
Segundo o sindicato, isso provoca a quebra de peças e, nos dias de chuva, há uma piora pois os veículos não conseguem entrar em algumas ruas porque atolam.
A Emdec, empresa responsável pelo trânsito na metrópole, destaca que o bairro é atendido por duas linhas (3.50 e 3.58) e que fiscaliza as operações. Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026 foram 66 autuações nas duas linhas.




